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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Calor, pedindo degustações com frescor e muito aromáticas


Vinícola : Santa Digna /  Miguel Torres

O nome de Santa Digna foi dada para as cruzes que marcam os limites dos 

distritos de uma terra. Esses cruzamentos serviram para delimitar territórios, 

simbolizava boa sorte e proteção para aqueles que estavam deixando para 

outros climas.


Miguel Torres tem sua em sua vinícola respeitada atuação em Penedès, 

Espanha, e no Chile trouxe relevância em insistentemente  renovar conceitos 

visando novos métodos tecnológicos para o cultivo e condução das vinhas.



Gewürztraminer Santa Digna 2011




País/Região: Chile/ VALE DE CURICÓ

Cor: Amarelo brilhante

Aroma: Floral, rosas brancas e jasmim. Também perceptível foram as notas 
de maçã e lima. Um leve toque de nuts, tipo avelã. Perfumado.

Boca: Frescor em boca. Volumoso, boa persistência, com os toques naturais da variedade Gewürztraminer, com acidez equilibrada. Sabor de lima, mel, leve suavidade acompanhando a acidez,  muitas vezes gosto dessa parceria no verão!! Boa persistência.

Harmonizações: Frutos do mar, ostras se dariam muito bem nessa combinação. Eu experimentei sozinho, achei simpático, mas vejo que com uma compatibilização com um prato que sirva peixes brancos ou nossa ostra comentada, cairia perfeitamente.


Ostras (fonte: internet)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quantum Classic Ruby



Ao "bater" aquele clima mais refrescante, em virtude de uma chuva consequentemente propiciar temperaturas mais amenas, você pode ousar no seu verão e acompanhar o seu jantar ou almoço de final de semana, harmonizado com um vinho tinto....e por que não?!

Ainda mais se você eleger esses momentos específicos para experimentar um vinho que contenha algumas particularidades, um ótimo motivo para tender para um vinho de estilo tinto.

No nosso caso aqui falo rapidamente sobre um vinho tinto da região da Africa do Sul, que contém seu diferencial por oferecer um corte de uvas fora do nosso normal, do nosso dia-a-dia.


Vinícola Du Toitskloof  

Quantum Classic Ruby Red






País/ Região :  África do Sul /Rawsonville

Vinícola: Du Toitskloof  


Seis produtores de vinhos tornaram a Du Toitskloof uma realidade através da formação de uma cooperativa em 1962. Desde então a vinícola recebe várias premiações, também em virtude de seus vinhos  serem de qualidade e ótimo custo benefício. O solo da região é privilegiada para a produção de uvas, com características pedregosas, favorecendo uma melhor drenagem.
A vinicola atualmente produz 10.000 litros de vinhos/ano a partir de 13.500 toneladas de uvas, das quais 60% são brancas e 40% tintas.

A casta Ruby cabernet, não é muito difundida, foi criada para se obter a qualidade da uva Cabernet Sauvignon e unir à resistência a climas mais quentes, como é o caso da uva Carignan. Foi um cruzamento obtido através de pesquisas realizadas na Universidade da Califórnia de Davis, e que tem demonstrado também boa adaptação na Africa do Sul



 Uvas: Blend  - Pinotage / Merlot / Rubi cabernet

O blend Quantum Classic Ruby Red foi desenvolvido a partir da utilização da emblemática uva da Africa do Sul (Pinotage = cruzamento da uva  Pinot Noir com a uva Hermitage) com o acrésimo de uma uva rara, chamada Rubi Cabernet (cruzamento das uvas Cabernet com a Carignan) , e associada a uva Merlot, para emprestar maior acidez e  maciez no palato, finalizando um interessante equilíbrio ao vinho.

Grad. Alc.: 14,5%

Avaliação




Visual: Cor rubi intenso, com reflexos violáceos.

Aroma: Frutado, oferece maior destaque para morangos e amoras, com boas nuances de especiarias.

Gustativo: Na boca apresenta-se como um vinho redondo,a acidez em enquilíbrio, a fruta é perceptível e também percebe-se um toque fumado, proveniente dos seis meses em barricas de carvalho francês. Bom volume e final em boca,  de regular persistência.

Harmonização: Churrascos, massas com molhos ricos em carne moída, como por exemplo, molho à bolonhesa.


Distribuidora: Ravin

Preço: faixa dos 40,00


Um brinde!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vigna L´apparita Merlot 2008 - Terceiro dia de Evento Mistral 2012

Um vinho digno de surpreender numa degustação às cegas em que também estrela o nada mais nada menos consagrado Chateau Pétrus. Um supertoscano que mostra seu valor e que promete atrair a atenção desta safra também por ainda muitos anos.

Marco Pallanti


Nota:  
A Castello di Ama vem surpreendendo e garantindo uma importante posição no mundo dos clássicos, estando sob a hábil administração de Marco Pallanti e com a tomada de importantes decisões como qualificar a condução  das uvas - através do baixo rendimento, condição ímpar para gerar uma colheita de uvas com mais personalidade, responsável por conduzir parreiras sobre dois sistemas: Guyot e Lyra, respeitando as parreiras nas distâncias necessárias para dar condições de melhor ventilação, exposição solar entre outros.

Ao mesmo tempo, Marco Pallanti  iniciou a experimentação de variedades não tradicionais no terroir local, como: merlot, chardonnay e pinot noir, a fim de ver se, nessas áreas que se mostraram inadequados para sangiovese, outras variedades pudessem prosperar em terroir característico do Ama. 

Em outras palavras, a busca contínua por áreas de cultivo específicos para cada variedade em separado seria garantir que cada vinho pudesse apresentar uma expressão eloquente do terroir extraordinária de Ama.


foto de alguns rótulos apresentados no Encontro Mistral (foto cedida pelo wineblogger Jeriel)



L´apparita Merlot 2008

Região: Toscana

O plantio anterior  de uvas nestas parcelas eram de variedades canaiolo e malvasia, e de 1982 a 1985 foram enxertados a variedade merlot.

93 pontos Robert Parker

Uva: Merlot 100% (foi plantada entre 1982 e 1985)


Condução: Sistema Lyra e solo rico em barro.

Detalhes da Vinificação: Maceração feita por 26 dias.

Envelhecimento: 17 meses em barris de carvalho Allier


Teor Alc.: 13,5%

Visual: Violeta profundo

Aromas: Frutas negras,madeira em harmonia, persistência 7 +

Gustativo: Afinamento percebido, maciez, ótimo volume em boca. Um vinho para esquecer uma garrafa na adega e abrir pelo menos uns 5 anos +, para valorizar o potencial deste supertoscano.

Sugestão de Harmonização: Carnes de caça, exemplo:  polenta com ragu de pato.



Leticia V. Prestes, sommelière representando a Castello di Ama no terceiro dia do Evento Mistral São Paulo 2012 -
 Foto cedida por Jeriel (Blog do Jeriel)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Como harmonizar pratosXvinhos para o seu melhor paladar PARTE II

Hoje para uma sexta-feira ainda pós carnaval, tive o desejo de comer um prato de estilo tailandês, então logo vêm a minha mente qual a melhor harmonização entre ..

Prato Tailandês X Vinho ?

Artista Tailandesa Pomme Chan (pommepomme.com)





Basicamente para os pratos com peixes,

Se elege os vinhos brancos, que tem acidez , frescor e  aromaticade.

* Um Viognier, por sua robustez, untuosidade e aroma

* Um Gewurstraminer, por sua leve toque adocicado e aromaticidade

* o Sauvignon  Blanc pode ou não ser um vinho muito apreciado, o que vai ser relevante nessa união é o molho que irá acompanhar o peixe, para saber qual o estilo do Sauvignon (pouca ou muito mineral?,aroma herbáceo ou toque defumado?)

Restaurante Koh Pepee: Bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS


E para os pratos com carne e curry

de picância mais suave associado aos toques adocicados dos ingredientes de uma comida tailândesa, que tal:

*Um vinho tinto da Borgonha pode casar muito bem

*Que tal um vinho tinto do Rhône, como o Chateneuf du Pape?

E PARA os pratos bem mais apimentados?


*O espumante sempre quebra alguns paradigmas! E também para esse caso, o frescor aliado as borbulhas proporcionam uma lavagem em sua boca deliciosa.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Como harmonizar pratosXvinhos para o seu melhor paladar ?

Harmonia das Estruturas Enogastronômicas


Já sabemos que nessa vida nada é perfeito (bah e se fosse?!). Por isso temos com as nossas vivências e experiências mais naturalidade para tirar de letra algumas combinações que aparentemente não descem no primeiro pedaço  ou no primeiro gole!
Saber administrar isso (entre outros fatores menores ou maiores nesta vida) faz  o seu prazer ser apreciado da melhor maneira.  O importante acima de tudo é experimentar e testar os sabores e combinações!

 A cada dia vamos citar alguns breves exemplos abaixo para que todos nós possamos sair de uma “arapuca” enogastronômica, pois hoje em dia nem temos mais a desculpa de não encontrar este ou aquele tipo de vinho na gôndola, seja da loja ou importadora que vende ao cliente final!

1.Uma comida com preparo de carne assada que leva o toque do limão espremido: Harmonize com um vinho tinto adstringente, como por exemplo os produzidos com a uva Barbera

2. Uma carne assada “fria” : o sabor se acentua, mas ao esfriar perde sua evidência. A carne se torna mais densa,a gordura se solidifica e portanto os taninos não são bem aceitos nesta proposta. Prefira adequar com vinhos  tintos ou brancos de maior acidez, um frânces com esta característica principal. Os da Borgonha, como um  Beaujolais Villages, um Côte Chalonaise ou Macon, ou um de procedência portuguesa do Alentejo ou Tejo. Na versão alemã, pode ser também um Riesling Spatlese.

3. Saladas com ervas : um Sauvignon Blanc cai perfeitamente no paladar de todos!

4.Pratos com molhos: de tomate ou avinagrados : por serem molhos ácidos, pedem uma estrutura de vinho equivalente, ou seja: vinhos com maior acidez e uma certa característica herbácea também. Sauvignon Blanc, Merlot, vinhos italianos frutados..

ilustração extraída da revista Menu


Hoje ficamos por aqui, mas na sequência iremos mostrar outras tantas possibilidades!!

Boa contínua  de trabalho a todos!!

(p.s.: Obrigada pelas aulas da Abs, por ser de grande valia para este breve Post.)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Porque os peixes não combinam com certos vinhos?

Para quem já leu sobre isso, sempre vale ler novamente. E para quem apenas ouviu algo sobre o assunto, leia aqui na íntegra o real motivo da nossa repulsa gustativa ao sabor por peixes na companhia de alguns vinhos!

(matéria extraída da Veja.On , Novembro de 2009 na seção Gastronomia, escrito por Gabriela Carelli)



A ciência explica por que só alguns vinhos tintos combinam bem com peixes. A quantidade de ferro na bebida é a chave

Um dos mandamentos da gastronomia diz que os pratos de peixes e frutos do mar devem ser acompanhados por vinhos brancos. Os taninos contidos no vinho tinto, em contato com iguarias marinhas, deixam na boca um gosto metálico ou amargo. Como explicar, então, o fato de determinadas garrafas de vinho tinto, repletas de taninos, casarem muito bem com certos pratos à base de peixe? Para que o mistério fosse desvendado, cientistas japoneses resolveram levar o vinho ao laboratório. Os pesquisadores, patrocinados pela Mercian Corporation, fabricante e distribuidora de bebidas do Japão, recrutaram sete provadores de vinhos e ofereceram a eles 38 amostras de tintos e 26 de brancos para ser consumidas com vieira, um molusco comum nas águas frias do Hemisfério Norte, em quatro sessões.

Após a degustação, os participantes avaliaram, por meio de uma escala de zero a 4, se a combinação proporcionava ou não uma experiência desagradável. Primeiro, foram analisados quimicamente os vinhos que causaram maior alteração no paladar quando consumidos com o molusco. Em comum, todos tinham uma alta concentração de ferro - 2 miligramas ou mais por litro. Em seguida, os cientistas analisaram a composição química de tintos e brancos que casavam perfeitamente com pratos à base de peixe. Nessas garrafas, o teor de ferro era muito baixo.

Para terem certeza de que o ferro era o responsável pela desarmonia entre tintos e peixes, os pesquisadores alteraram a composição química dos vinhos e repetiram a degustação. Os vinhos que continham alta quantidade de ferro receberam um tratamento para neutralizar a substância, tornando-a inativa. Já às bebidas sem ferro adicionou-se o elemento. O gosto desagradável da combinação entre o molusco e os vinhos tintos com muito ferro desapareceu quando a substância foi neutralizada. O oposto aconteceu nos vinhos com pouca quantidade de ferro. Depois de adicionada a substância, a bebida desagradou ao paladar dos provadores. Durante o experimento, os cientistas também avaliaram se outros metais presentes nos vinhos, como o zinco, o manganês e o cobre, alteravam o paladar. Nenhum deles modificou o sabor do prato ou da bebida.

A quantidade de ferro presente no vinho depende de uma série de fatores, como o solo em que as parreiras são plantadas e as condições de fermentação da bebida. Por enquanto, não há como saber quais rótulos contêm mais ou menos ferro ou de que região eles são provenientes. Só o paladar é capaz de perceber a diferença. Pode ser que, no futuro, as próprias vinícolas se encarreguem de fornecer essa informação nos rótulos.



domingo, 2 de janeiro de 2011

Um belo e agradável FRESCOR com S. OSVALDO para o início de 2011

Nada melhor do que começar com o pé direito neste desbravador ano novo!
E foi pensando assim, com espírito jovem e confiante que iniciei os brindes de ano novo com o simpático e agradável

  San Osvaldo Prosseco, extra-brut




E é com ele que iremos reiniciar nossos posts no Blog da Atmosfera! Anotem este nome e procurem nas lojas especializadas, um excelente custo-benefício para este Verão cheio de energia e alegria que está chegando!!


(Caso você tenha alguma dificuldade em encontrar, me mande um email!)

Nome: S. Osvaldo

Estilo: Extra Brut

Região: Treviso, Vêneto/Itália

Uvas: Prosseco 100%

Dados Organolépticos


Visual: Límpido. Na cor palha, brilhante, visual jovial.
Uma boa persistência nas borbulhas, de tamanho: pequeno a mediano.



Olfativo: Franco. Agradavelmente aromático e com pleno frescor. Frutado, com notas de frutas cítricas.

Gustativo: Delicado, com equilíbrio de acidez. Bom final de boca.
Macio, dado pela doçura do açúcar residual do processo de elaboração.
Por se tratar de um "extra-brut", tem uma doçura que é agradável e não ostensiva.
Fácil de se beber tanto sozinho quanto em compatibilizações com entradas e pratos leves.

Grad. Alc: 11%

Serviço: 6 a 8 graus

Harmonização: Combina perfeitamente com aperitivos, como por exemplo: canapés. Pratos de peixe, risotos com peixes e crustáceos, saladas com ervas aromáticas. Por se tratar de um vinho jovem e leve, os peixes mais adequados tendem a ser os menos gordurosos.

Preço: Aproximadamente R$ 34,00

Importador: Alpha Centaurus Comercial Imp. e Exp. Ltda.

Distribuidor: Europa




sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sessão Revivals

Por motivos técnicos o Atmosfera Sentidos do Vinho esteve temporariamente sem atualizações, então escolhi reviver vídeos que fizemos  e que continuam up to date - atuais - bem como os vinhos apresentados e que são sempre bem vindos.


Momento Atmosfera - Ep.4/ Fausto Pizzato Merlot from Estudio Six on Vimeo.



Villa Montes Cabernet Sauvignon 2008 from Estudio Six on Vimeo.



Petite Fleur 2007 from Estudio Six on Vimeo.


Recomendamos dar uma "Pausa" no ipod para escutar com propriedade todos os vídeos!

sábado, 16 de outubro de 2010

Degustação - CONO SUR PINOT NOIR





O vinho chileno Cono Sur, vem sendo apontada como um grande achado em termos de custo-benefício. Como já sabemos, os rótulos de Pinot Noir sempre são de um teor "deveras salgado", por isso que quando encontro essas surpresas nas lojas especializadas entendo como sendo interessante ressaltar a novidade.
Vinícola Cono Sur
Fundada em 1993, a Cono Sur e é uma subsidiária da gigante Concha Y Toro e vem se destacando por investir na produção de vinhos orgânicos, resultado de um projeto iniciado em 1999.
Dados Organolépticos

Vinho: Cono Sur Pinot Noir 2008

Uva: 100% Pinot Noir

País/Região: Chile/Colchágua

Solo: Aluvial , pouco fértil

Clima: Noites frescas e manhãs enevoadas.

Vindima: Combinação de mecânica com manual, na data de 29 de março de 2008 


Visual:  Rubi límpido, leve transparência
                Presença de lágrimas medianas

Aroma: Intensamente aromático, aroma de frutas vermelhas. Frescor perceptível em nariz.

Gustativo:  Com acidez equilibrada, mostrando-se com uma sapidez interessante. Muito frutado mostrando traços de ameixa, geléia de morangos, cereja, groselha. Um leve toque de canela.Aromas que remetem também: cacau, tabaco e pimenta. Sem amargor no final, nota-se a presença do álcool, mas não chega a incomodar.
Presença de taninos em equilíbrio. Um vinho interessante para se harmonizar com variados pratos de leve a média estrutura.

Persistência retro-olfativa: boa

Madeira : 35% em barricas francesas e 65% em tanques de aço inoxidável.

Engarrafamento: Julho de 2008

Grau Alcoólico: 13,5 graus

Harmonização: Pizzas, Pratos com cogumelos, massas com molho pesto, entre outras possibilidades.

Preço: 32,00

Importador: Vila Porto Internacional Business

 Segundo o Produtor, sobre os rótulos do Cono Sur, "Bicycle":

"The Bicycle range carries the bicycle as its main icon; it symbolizes Cono Sur’s spirit of innovation, passion, commitment and respect for the environment, as well as its persistence in always finding the latest techniques in the vineyards and winemaking, in order to take care of the land where the grapes grow."



A Cono Sur é conhecida por ser uma das vanguardistas na produção de vinhos de uva Pinot Noir no Chile, salientando sempre buscar através de seus esforços o êxito dos vinhos Pinots na Borgonha.

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Degustação Primavera - Alfredo Roca Pinot Noir

Resolvi dar uma pausa para as "Grandes mulheres", imaginei que elas podem tirar alguns dias de folga.

Num dia primaveril, de chove-e-faz-sol, escolhi um Alfredo Roca para combinar com algumas entradas peti-comite que fiz em casa para os amigos.

Coloco aqui minhas impressões sobre este Pinot Noir Argentino, que não se trata de um vinho da Borgonha  mas de qualquer forma é interessante e pode-se afirmar, custo-benefício.
Onde  se cultiva a uva Pinot Noir na região da Borgonha, França o terroir é  muito privilegiado e particular, se situa entre 250-350 mts acima do nível do mar, seu solo é formado por  argila e calcário, perfeito para o desenvolvimento de uma videira.

Em boca o Pinot Noir Francês é ainda mais fascinante. Especialistas remetem uma degustação de Pinots como uma busca na memória de boas coisas da infãncia. Aromas primários de morangos,temperos e textura sedosa, devem impressionar.

Mas vamos aterrisar (srs) pois agora falaremos deste exemplar argentino, que apresenta algumas caraterísticas da uva, mesmo que o nivel de acidez não seja tão destacado quanto comumente experienciado nos vinhos da Borgonha.


Alfredo Roca Pinot Noir



Visual: Rubi límpido, pequeno alo-aquoso.

Olfato: Aromas de frutas vermelhas frescas

Gustativo: Frutado, vinho seco. Morangos presentes, gostoso final em boca. Boa acidez, boa salivação.
Poucos taninos. O álcool prevalece um pouco, vinho de bom corpo, corpo leve.

Obs: Boa acidez, mas não o suficiente para equilibrar com o nível de álcool
         Leve amargor.

Safra: 2007

Região: San Rafael , Argentina

Importadora: Casa Flora







segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Degustação I - Cantina Zaccagnini Dal Tralcetto DOC 2007

Estava inspirada para falar sobre o tema: Degustações, e essa tendência recomeçou com a Cantina Zaccagnini.

Sobre o Produtor


Bolognano é um vilarejo da província de Pescara. Sua pequena população conta com 1.300 habitantes. Este vilarejo é a casa da clássica vinícola Zaccagnini, a maior e mais premiada vinícola da região de Abruzzo.

Há 80 anos, a Zaccagnini ainda se preocupa em manter as tradições e coloca um pedaço destes costumes em cada garrafa. Literalmente! Cada garrafa tem um pedaço da parreira que originou as uvas do vinho. Uma charmosa amostra da tradição da Zaccagnini.

Os vinhedos com aproximadamente 80 hectares são compostos de variedades locais e de cepas internacionais também. A Zaccagnini produz aproximadamente 500.000 garrafas por ano e mantêm tradicionais métodos de cultivo, aliados aos mais modernos processos de vinificação. Têm uma produção com mais de 10 diferentes tipos de vinhos por ano, incluindo os tintos, brancos e rosés.


Vinificação


Depois de colhidas manualmente, as uvas são gentilmente prensadas e fermentadas em tanques de aço inox com temperatura controlada. O amadurecimento acontece por 4 meses em barricas de carvalho e depois afinamento em garrafa.




Importadora: Ravin

País/Região: Itália/ Abruzzo

Uva: Montepulciano D' Abruzzo

Grad.Álcool.: 13 graus

Visual: rubi intenso, com reflexos granada.

Aroma: Muito frutado, presença de frutas vermelhas e cravo. No olfato, presença dos aromas  primários, característicos dessa variedade de uva (Montepulciano d'Abruzzo). Aromas das cerejas maduras e folha de tabaco, ficam evidenciados.

Palato: Presença dos taninos e madeira. Nota balsâmica.
Sensação doce no inicio e com um término em boca levemente picante. Taninos presentes.

Persistência: Final Longo.

Corpo: Médio intenso.

Temperatura de Serviço: 16 a 18 graus.

Compatibilização: Receitas com carnes assadas, caças, risotos com sabores fortes.

Preço: R$ 79,00