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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Vinícola parceira da natureza produz vinhos de respeito

Após uma degustação na Cantina Matterello me senti estimulada em falar sobre os vinhos da Domaine Barmès Buecher. Não somente pela paixão e zelo que o produtor demonstra  através de suas produções biodinâmicas ou também pela qualidade dos vinhos elaborados. Mas sim pela complementação destes aliada à  apresentação feita pelo sommelier da Casa Flora: Rodolfo e pela satisfação do Proprietário da Cantina: Vitor Lotufo em introduzir aos seus clientes a vinícola e sua filosofia.

Filosofia do Biodinamismo na Vinícola

- Autenticidade de expressão;
- Conhecimento da natureza e busca de equilíbrio e harmonia;
- Não reproduzível em outras geografias;
- Vinhedo tratado como organismo vivo e integrado ao que existe em redor: sol, lua, cosmos, animais, forças da natureza e raízes;
- Colheita, vinificação e engarrafamento regidos pelas fases da lua; aragem por tração animal.




DOMAINE BARMÈS BUECHER  

O Domaine se converteu defiitivamente à cultura do Biodinamismo em 1998.
Geneviève e François pertencem a famílias que, há várias gerações, dedicam-se à vitivinicultura na Alsácia. Quando assumiu o comando dos negócios, após o casamento com Geneviève, em 1985, François decidiu seguir os preceitos da biodinâmica, porque  não estava satisfeito com a condição dos vinhedos  e com os problemas que tinha com os vinhos.

Na época, Barmès François enfrentou preconceitos mesmo na família : “No dia em que disse a meu pai que precisávamos mudar nosso modo de trabalhar, a resposta foi ‘não’”. François iniciou a conversão dos vinhedos do Domaine ao cultivo biodinâmico, concluída em 1998, sem conhecimento do pai. Mas viveram em conflito por cinco anos. “Tinha dias em que meu pai nem visitava os vinhedos de tão chateado”, relata. Esse tipo de reação é comum, não apenas pelo natural conflito de gerações.
(Citações extraídas da matéria sobre a I Feira Internacional de  Vinhos Biodinâmicos - "O Avanço dos Biodinâmicos, por Guilherme Velloso)



DOMAINE BARMÈS BUECHER - Gewurztraminer Rosenberg



Região: Alsácia - Rosenberg, França

Uvas: Gewurztraminer 100%, parreiras de 20 anos

Estilo: Vinho branco meio seco

Vitivinicultura: Colheira manual, seguindo as fases da lua. Fermentação em tanques de inox. Antes do engarrafamento, estágio em inox por sur lie ( as leveduras  em contato com o vinho por mais tempo, durante a fermentação). Filtragem e após engarrafamento na lua decrescente.

Dados organoléptticos

Visual : Coloração palha e reflexos dourados

Olfativo: Especiarias. Intensidade de toques florais e frutas secas.

Gustativo: Encorpado, mas de forma sutil em boca, com agradável frescor. Nota-se a mineralidade.

Temperatura de serviço: 6 a 8°

Grad. Alc.: 14,1%

Importador: Casa Flora

Preço estimado: R$ 100,00



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Degustação Primavera - Alfredo Roca Pinot Noir

Resolvi dar uma pausa para as "Grandes mulheres", imaginei que elas podem tirar alguns dias de folga.

Num dia primaveril, de chove-e-faz-sol, escolhi um Alfredo Roca para combinar com algumas entradas peti-comite que fiz em casa para os amigos.

Coloco aqui minhas impressões sobre este Pinot Noir Argentino, que não se trata de um vinho da Borgonha  mas de qualquer forma é interessante e pode-se afirmar, custo-benefício.
Onde  se cultiva a uva Pinot Noir na região da Borgonha, França o terroir é  muito privilegiado e particular, se situa entre 250-350 mts acima do nível do mar, seu solo é formado por  argila e calcário, perfeito para o desenvolvimento de uma videira.

Em boca o Pinot Noir Francês é ainda mais fascinante. Especialistas remetem uma degustação de Pinots como uma busca na memória de boas coisas da infãncia. Aromas primários de morangos,temperos e textura sedosa, devem impressionar.

Mas vamos aterrisar (srs) pois agora falaremos deste exemplar argentino, que apresenta algumas caraterísticas da uva, mesmo que o nivel de acidez não seja tão destacado quanto comumente experienciado nos vinhos da Borgonha.


Alfredo Roca Pinot Noir



Visual: Rubi límpido, pequeno alo-aquoso.

Olfato: Aromas de frutas vermelhas frescas

Gustativo: Frutado, vinho seco. Morangos presentes, gostoso final em boca. Boa acidez, boa salivação.
Poucos taninos. O álcool prevalece um pouco, vinho de bom corpo, corpo leve.

Obs: Boa acidez, mas não o suficiente para equilibrar com o nível de álcool
         Leve amargor.

Safra: 2007

Região: San Rafael , Argentina

Importadora: Casa Flora