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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Carvalho Francês, se recordem deste nome





Entre os dias de visita  a Expovinis passei por um stand que já estava presente na lista de visitações de destaque  do evento, no site da EXPOVINIS 2013.

A proposta da CARVALHO FRANCÊS se apresenta  muito atraente, por oferecer um espaço propício para degustações e a sensação de estar no ambiente de uma vinícola, enquanto segue-se degustando vinhos de guarda e vinhos estilo boutique, de pouca produção. Preferencialmente são 6 países (Argentina, Chile, Uruguai, Portugal e Espanha) que  são eleitos para as apresentações em um cenário típico de uma cave.

Conversando com o sommelier Queivin Nicoloso tive a exata sensação de como este pensamento do Bem Servir é apresentado no ambiente da Carvalho Francês.

Para os visitantes que destinaram momentos para passar e conversar com os responsáveis presentes puderam conhecer pessoalmente sobre os projetos futuros da #CarvalhoFrancês. Para aqueles que tem em sua rota de viagens o costume de passar em  Santa Catarina, não percam a oportunidade. 

Ou então... vamos aguardar futuras notícias e novidades.


** No link a seguir é mostrada com detalhes a sede do Espaço que atualmente localizada em Florianópolis.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Calor, pedindo degustações com frescor e muito aromáticas


Vinícola : Santa Digna /  Miguel Torres

O nome de Santa Digna foi dada para as cruzes que marcam os limites dos 

distritos de uma terra. Esses cruzamentos serviram para delimitar territórios, 

simbolizava boa sorte e proteção para aqueles que estavam deixando para 

outros climas.


Miguel Torres tem sua em sua vinícola respeitada atuação em Penedès, 

Espanha, e no Chile trouxe relevância em insistentemente  renovar conceitos 

visando novos métodos tecnológicos para o cultivo e condução das vinhas.



Gewürztraminer Santa Digna 2011




País/Região: Chile/ VALE DE CURICÓ

Cor: Amarelo brilhante

Aroma: Floral, rosas brancas e jasmim. Também perceptível foram as notas 
de maçã e lima. Um leve toque de nuts, tipo avelã. Perfumado.

Boca: Frescor em boca. Volumoso, boa persistência, com os toques naturais da variedade Gewürztraminer, com acidez equilibrada. Sabor de lima, mel, leve suavidade acompanhando a acidez,  muitas vezes gosto dessa parceria no verão!! Boa persistência.

Harmonizações: Frutos do mar, ostras se dariam muito bem nessa combinação. Eu experimentei sozinho, achei simpático, mas vejo que com uma compatibilização com um prato que sirva peixes brancos ou nossa ostra comentada, cairia perfeitamente.


Ostras (fonte: internet)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Altair 2006, um vinho para impressionar e ainda por muito tempo porvir

Estive trabalhando no stand do Altair, no evento Wines of Chile que se realizou no Hotel Unique, em São Paulo.



Altair 2006 - 93P RP


Vinicola: Altair (72 hectares)

Sociedade feita entre empresários do Chile (Guillermo Luksic) e da França (Laurent Dassault, Saint Emillion). Propriedade desde 2002

Enóloga: Ana Maria Cummsille Ubago



Região: Cachapoal (sopé das Cordilheiras dos Andes)

Uvas: Blend das uvas Cabernet Sauvignon (70%) , Carmenére (17%), Merlot, Syrah, Carbernet Franc, Petit Verdot

Teor Alc.: 14%

Envelhecimento: 12 meses em carvalho francês, 80% novas e 20% segundo uso

O Altair é um vinho elegante, com ótimo volume em boca, ainda fechado (necessitando deixar aberta garrafa por pelo menos 40 minutos a 1 hora).
Coloração púrpura profunda com reflexos violáceos.
Fruta muito aparente, nos aromas quanto em boca, pode-se ainda se descobrir os aromas no girar por muitas vezes a sua taça.
Presença de frutas negras maduras, aromas de cassis, amora, baunilha e cedro devido a madeira (em que se utilizam 80% novas e 20% segundo uso). Percepções de especiarias, quando já estão abertos os aromas.
É um vinho estruturado, com acidez equilibrada juntamente com os taninos domados.
A persistência tanto em boca, no retro olfato é intenso.
O perfume se observa do começo ao fim, no inicio como um convite para o que virá depois..
Por isso e outros detalhes o Altair numa degustação conseguiu estar ao lado ou passar a frente dos privilegiados ícones chilenos, como por exemplo Don Melchor e Santa Rita.

Se harmoniza muito bem com vinhos de caça, com certa aromaticidade nas especiarias e condimentos utilizados. Carnes de cordeiro, leitão, por exemplo,também estariam bem representados.

Me disseram que o restaurante da vinícola Altair é um dos mais visitados pela qualidade percebida.

Sugestões para uma harmonização serão aceitas!





quarta-feira, 21 de março de 2012

Posição da IBRAVIN para a Salvaguarda dos vinhos Nacionais


Trata-se de uma notícia que vem criando muita repercussão, e que por isso deve estar ainda em evidência nas informações acerca do mundo do vinho. Cabe aqui a pergunta: se esta Lei for realmente implementada, como o consumidor criterioso em sua compra e até mesmo aquele que não entende de vinhos irá se comportar nesse período de protecionismo nacional?


Matéria extraída do site http://cmaadvogados.blogspot.com.br/ , Aduana, Comércio Exterior
terça-feira, 20/03/2012

Salvaguarda deve garantir competitividade ao vinho
Pedido de produtores se apoia em plano para dar escala ao setor
Clarisse de Freitas
MARCO QUINTANA/JC
Em 2011, 78,7% da demanda foi atendida pelos importados
Em 2011, 78,7% da demanda foi atendida pelos importados
O pedido de salvaguarda ao vinho nacional, em estudo pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), não é gratuito. Quem faz a ressalva é o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani. Segundo ele, a demanda apresentada há um ano e meio ao governo federal e publicada na quinta-feira passada no Diário Oficial é apenas a base para que o setor tenha tempo e condições de ganhar maior participação no mercado interno e fazer os investimentos necessários para ampliar a competitividade.
Paviani explica que, apesar do aumento do consumo de vinhos finos no País, que saltou de 68 milhões de litros em 2006 para 91 milhões de litros em 2011, a participação do produto nacional se mantém praticamente estável. Em 2006, os vinhos finos feitos por aqui tinham 18% do mercado e, no ano passado, a fatia foi de 19,5%. “A maior participação que já tivemos, nesse período, foi entre 2007 e 2009, quando chegamos a 21%, mas logo voltamos a cair”, afirma o executivo. No ano passado, 78,7% do consumo interno foi atendido por produtos importados (o equivalente a mais de US$ 261 milhões), sendo que, nesse montante, apenas 19% são de vinhos oriundos dos países-membros do Mercosul (majoritariamente da Argentina). Os grandes fornecedores de vinhos para o mercado brasileiro são o Chile, a Itália e Portugal. Para fazer frente a essa diferença, há três anos as entidades do setor começaram a estudar as medidas cabíveis, dentro das normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O resultado dessa mobilização foi apresentado ao governo federal há um ano e meio, quando o Ibravin, a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado (Sindivinho) pediram a adoção de salvaguardas do tipo que limita o volume de produto de cada origem que pode entrar no mercado brasileiro. Assim, o Mdic definiria quotas para as importações de terceiros países (os países-membros do Mercosul e Israel, por força dos acordos bilaterais de comércio, ficariam protegidos).
“A salvaguarda que limita a quantidade é mais efetiva, no caso do vinho, que a simples elevação do imposto de importação. Isso porque queremos ganhar participação no mercado ao longo do tempo”, disse Paviani. A expectativa é que, passado o período para manifestações (que segue à publicação feita no Diário Oficial), o governo conceda uma salvaguarda temporária, para que o ministério possa investigar os efeitos da medida no mercado nacional. Ao final dessa etapa, que pode levar cerca de dez meses, é que o Mdic irá se posicionar sobre a concessão ou não da medida de proteção à indústria nacional. Caso atenda à demanda, a salvaguarda definitiva terá prazo de três anos.
Nesse período, o setor deve enfrentar os três principais gargalos à comercialização dos vinhos finos brasileiros no mercado interno: o custo Brasil, a falta de escala e a inexistência de crédito adequado aos ciclos produtivos da vitivinicultura.
Em relação ao custo, Carlos Paviani afirma que a estrutura tributária do País difere muito da adotada nos países que exportam vinhos para o Brasil. “Todos os países latino-americanos, por exemplo, usam rolhas importadas de Portugal e da Espanha. Entretanto, só no Brasil esse produto paga imposto de importação e de produção. Nos demais, ela só é taxada quando já está tampando a garrafa. Também temos a guerra fiscal entre os estados e a diferença de tarifa entre os portos.”
Segundo ele, Santa Catarina é um exemplo de estado que desonera a importação de vinhos pelos seus portos, o que torna o custo dos importados menor do que o dos vinhos produzidos no próprio estado, com incentivos do governo local. “Com isso, quando o produto gaúcho entra em solo catarinense e paga 12% de ICMS, fica mais caro que o vinho local e muito mais caro que o importado”, detalhou o executivo do Ibravin.

Entidade que representa 130 importadores critica ação do governo brasileiro

Marcelo Beledeli
O processo de investigação iniciado pelo governo brasileiro para determinar se o comércio de vinhos estrangeiros vem causando prejuízos graves à indústria nacional é contestado pelas empresas importadoras. A Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), que representa 130 importadoras, afirma que o tipo de vinho que é objeto da investigação (vinhos finos) representa somente 15% da produção brasileira.
A entidade alega ainda que o preço médio da garrafa de vinho fino importado aumentou entre 2009 e 2011, ou seja, tornou-se menos competitivo no mercado interno. “Se há três anos cada garrafa foi importada, em média, por US$ 3,20, em 2011 o valor aumentou para US$ 3,60. Esse pedido não tem embasamento técnico”, disse Raquel Salgado, presidente da Abba. Hoje, o Imposto de Importação de vinho fino é de 27%.
De acordo com Leocir João Vanazzi, sócio-proprietário da importadora Vinhos do Mundo, de Porto Alegre, ainda que aprovada, a salvaguarda não deverá incentivar o consumo do produto nacional, mesmo que o preço dos estrangeiros suba com o aumento de impostos. “Quem escolhe o vinho é o consumidor, hoje ele está escolhendo importados, ele tem seus motivos; talvez a indústria nacional não consiga fazer um produto no mesmo estilo que os estrangeiros”, declarou. Os principais mercados fornecedores de vinho para o Brasil são Chile, Argentina e União Europeia. Na hipótese de salvaguarda, os argentinos ficariam livres da restrição porque são membros do Mercosul. Para os chilenos, porém, seria um forte golpe em suas exportações para o Brasil, que, no ano passado, somaram US$ 261 milhões.
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=89062 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Viu Manent Gran Reserva Chardonnay para adoráveis dias quentes

Existem aqueles dias de muito calor que precisamos relaxar e descontrair com vinhos refrescantes. Mas quando queremos harmonizar esses momentos com uma comida mais untuosa, para equilibrar as texturas e demais componentes dos dois : prato e vinho, precisamos de um vinho que tenha um nível de corpo e também untuosidade para tornar esse casamento ainda mais perfeito, sem esquecer das características principais para um vinho branco, que é sempre acompanhar com sua vivaz acidez.

Viu Manent Gran Reserva Chardonnay



País: Chile /Região: Vale de Casablanca
Uvas: Chardonnay (de vinhedos de 14 / 16 anos)
Safra: 2008

Carvalho: Sim, Francês de primeiro e segundo uso (o vinho descansa por 5 meses em barrica)

Grad. Alc.: 14,5%

Importador: Hannover

Preço estimado: R$ 65,00

Visual: Amarelo palha, reflexos dourados
 
Aroma: frutas tropicais mais maduras,frutas secas e baunilha. aroma de abacaxi em calda.
 
Gustativo:fruta mas percebe-se bem a mineralidade dele, causa boa salivação em boca,acidez equilibrada, otima persistência. Bom retrogosto! O álcool sente-se também bem equilibrado
 
Sugestão de Harmonização: Peixes mais untuosos , carnes de porco, receitas com toque de bacon.
 
Um ótimo início de Carnaval, experimentem combinar o calor com esse belo Chardonnay de Casablanca!
 
 

Viu Manent: Vinhedos/Chile

 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Grand Cru e os vinhos Tabalí

Num dia de chuvas imprevisíveis e um calor infernal, fomos agraciados com a apresentação dos vinhos chilenos da região de Límari, Tabalí, pelo enólogo e diretor Felipe Müller e o diretor comercial Raul Beckdorf na loja da Grand Cru Bela Cintra.


Com um clima distinto em relação às demais regiões do Chile, sob um clima seco mas também com alternâncias de frias, em decorrência da proximidade com o oceano, o vinhedo consegue amadurecer em toda a sua plenitude.

O solo presente no vale do Limari é composto de calcário, dando mais mineralidade para os vinhedos e propiciando melhor evolução do vinho nas garrafas.

As uvas que vem se destacando na região são a Sauvignon Blanc, Chardonnay (esta sempre com maior reverência),Pinot Noir e Shiraz.

Importadora: Grand Cru


Reserva Rosé 2009




Estilo: Rosé



Região: Valle del Limarí



País: Chile



Uvas: Syrah(100%).



Graduação Alcoólica: 13.5%



Temperatura de Serviço: 8oC



Envelhecimento: 6 meses em tanques de aço inoxidável.
Vinho fermentado a baixa temperatura, prestando maior estilo em frescor, maior qualidade

Cor: rubi claro, brilhante, limpido

Aroma: frutas vermelhas frescas, frescor, aroma de morangos.

Sabor: Morangos e cerejas.Sabor delicado.

Harmonização: Peixes, saladas, frango.

Preço: R$ 35,00



Reserva Sauvignon Blanc 2010 – RP 90




Região: Valle del Limarí



País: Chile



Uvas: Sauvignon Blanc (100%).



Graduação Alcoólica: 13.5%



Sur lies: 3 meses em contato com as leveduras, o que empresta ao resultado final no vinho um maior volume em boca.

Temperatura de Serviço: 7oC

Cor: Palha

Aroma: Muito aromático, toque herbáceo e de frutas como maracujá, pêssego,muita fruta em harmonia.

Sabor: Mineral, boa acidez. Fineza em boca. Boa intensidade.


Harmonização: ostras, mariscos, queijos de leve cura, como por exemplo, bridel ou queijo de cabra.

Preço: 42,00



Reserva Especial Chardonnay 2009 – RP 91





Região: Valle del Limarí (Melhor região para o chardonnay chileno, visto que essa região se assemelha à região de Chablis (França), em que as baixas temperaturas e o solo calcário, oriundo do oceano, resulta num caráter de excelente acidez.



País: Chile



Uvas: Chardonnay (100%).



Graduação Alcoólica: 13.5%



Temperatura de Serviço: 7oC

Fermentação em barricas francesas.

Cor: Palha dourado

Aroma: Muito aromático, toque herbáceo e de frutas como maracujá, pêssego,muita fruta em harmonia.

Sabor: Frescor, boa acidez. Toques de fruta como abacaxi e nozes, baunilha, leve untuosidade aparente, e perceptível de leve também o carvalho.

Harmonização: A uva chardonnay também é mais versátil para as harmonizações, devido a e sua boa estrutura.

Preço: 42,00



Talynay Salala Vineyard Pinot Noir



Região: Valle del Limarí



País: Chile


Uvas: Pinot Noir (100%).


Graduação Alcoólica: 14 %


Temperatura de Serviço: 9oC

Cor: Rubi brilhante e límpido.

Aroma: Boa aromáticidade, toque terroso e de frutas vermelhas. Boa persistência no nariz.

Sabor: Elegante. Ótima acidez presente em harmonia com a doçura. Leve nota chocolate e terra. Em boca se manifesta redondo, com boa presença da fruta ainda fresca.Belo retrolfato.



Harmonização: Queijos de media cura, carnes vermelhas ou saladas que acompanham jamon serrano.

OBS: Uma bela novidade (custo beneficio inclusive) em pinot noir do novo mundo!

Preço: 130,00

Reserva Syrah 2008 – melhor vinho chileno 2011




Região: Valle del Limarí


País: Chile


Uvas: Syrah (100%).


Graduação Alcoólica: 14 %


Temperatura de Serviço:17 oC

Cor: Rubi

Aroma: Frutas negras, aroma floral, grafite, chocolate e especiarias. Também aroma de cinzas, carvão.

Sabor: Tanino presente.

Harmonização: carnes assadas,churrascos, carne de cordeiro.

Preço: 54,00



Reserva Especial Corte 2007 – melhor corte chileno, no Guia Vinhos del Chile 2001



Região: Valle del Limarí



País: Chile



Uvas: 20% Cabernet Sauvignon, 10% Merlot, 70% Syrah (100%).



Graduação Alcoólica: 14%


Carvalho: Por 18 meses, 100% francês, sendo 60% primeiro uso

Temperatura de Serviço: 17 oC

Cor: Violeta

Aroma: Muita elegância, alcaçuz, fruta bem presente em equilíbrio.

Sabor: Frutas negras,toques de menta. Persistência em boca, equilíbrio com os taninos, redondo e macio, boa acidez em harmoniza com o carvalho.

Harmonização: Massas ricas em molho, acompanhadas de carnes vermelhas.Lasanha verde com molho vermelho.

Preço: 103,00





sábado, 5 de novembro de 2011

Um Panorama Mundial do Mercado de Vinhos

Compartilhado através da matéria de 03 Novembro, 2011 por Mateus V.

Estima-se que exista no mundo mais de 1 milhão de produtores de vinho que produzem cerca de 2,9 bilhões de caixas (12 garrafas = 9 litros), sendo que destes são consumidos 2,6 bilhões. Este excedente é considerado normal, parte dele é estoque e outra é destinado aos subprodutos ou para destilação. Em 2004, a produção alcançou seu maior pico em 20 anos, chegando a 3,3 bilhões de caixas, e declinou em 2010 para 2,9 bilhões.

A maior área de vinhedos ainda é da Espanha, com quase 1,1 milhões de hectares, seguida da França com 825 mil e pela Itália com 798 mil. Estes três países apresentaram uma grande redução da área plantada desde 2005, incentivados por um programa da União Europeia para acabar com o excedente de produção e destinar esta área para produção de outras culturas. Chile, Austrália, África do sul e Estados Unidos mantiveram praticamente estáticas suas áreas de produção. Argentina e Brasil tiveram um pequeno incremento da área plantada. A produção de vinho teve uma grande redução de 2009 para 2010. Itália (-6%), França (-3%), Espanha (-3%), Alemanha (-21%), Estados Unidos (-11%), Chile (-12%), África do Sul (-8%). Apenas Argentina, entre os grandes países produtores, teve um aumento significativo (+34%).



Imagem 1 - Produção X Consumo

Fonte: Morgan Stanley Research

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A catalisadora: Concha y Toro

O império da Concha y Toro não para de crescer. A vinícola anunciou a compra da Feltzer Vineyards, maior vinícola de Mendocino, Califórnia.


A Concha y Toro possui 23.475 hectares de vinhedos nas regiões de produção vinícola no Chile e exporta 16 milhões de vinhos, sendo que desse montante, cerca de um terço é destinado ao Reino Unido. O rótulo Casillero del Diablo é o mais procurado pelos britânicos dentre outros do portfólio da Concha y Toro.



(fonte: Revista Adega)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Até 2014,projeções do consumo do vinho na China


O consumo e a produção de vinhos na China devem aumentar nos próximos anos.

De acordo com os dados do International Wine and Spirit Research (IWSR), o consumo de vinhos na China e em Hong Kong  entre os anos de 2005 e 2009 passou de 46,9mi para 95,9 milhões de garrafas. A organização prevê, ainda, que até 2014, o crescimento pode chegar a 126,4 milhões.

Já em termos de produção doméstica de vinho, o país deve ampliar cerca de 80% nos próximos quatro anos. Segundo dados do governo, 90% do vinho bebido na China é produzido internamente.

Atualmente, França, Itália e Espanha são os maiores produtores de vinho. No entanto, até 2014, a expectativa é de que a produção caia de 1 a 7%. Os únicos países que irão crescer de produção serão a Argentina, com cerca de 13%, Chile, com 8%, África do Sul, 7% e China.

Matéria extraída da Adega Online, 17/Janeiro/2011








terça-feira, 2 de novembro de 2010

Newen Pinot Noir. Para um gostoso jantar, sem grandes pretensões

Nesta matéria falaremos sobre um produtor da região da Patagônia em que a uva em questão é a Pinot Noir, segundo muitos, trata-se de uma das uvas melhor cultivadas na Patagônia.

Antes, um vídeo com a estrela da vez, a Pinot Noir da Vinicola Neuquén!! Confira o making off desta descontraída harmonização.



Newen Pinot Noir from Estudio Six on Vimeo.




 Sobre O produtor

A Patagônia localiza-se ao sul da Argentina. As regiões que têm se destacado bastante nos últimos anos, estão  dividas em 3 áreas: Vale do Rio Negro, Vale do Rio Colorado e Neuquén. A Patagônia possui um clima favorável (dias quentes e noites frias), solo pedregoso e fluvial, poucas chuvas e baixa umidade, garantindo ótimas condições para o cultivo de uvas, com destaque para a Pinot Noir.

Bodega Del Fin del Mundo, foi o primeiro empreendimento inaugurado em Neuquén, no ano de 1999. Desde então, a Bodega Del fin Del Mundo obteve inúmeros reconhecimentos em função da qualidade de seus rótulos e colocou os vinhos da Patagônia no cenário internacional, exportando para mais de 30 países. Hoje, a vinícola trabalha com cerca de 10 linhas de rótulos que incluem os mais diversos varietais, com destaque para a Malbec, a Cabernet Sauvignon, a Pinot Noir e a Chardonnay.

Os bons resultados dos últimos anos é fruto de um investimento na assessoria técnica do consultor Michel Rolland, numa parceria iniciada em 2004, e da equipe de profissionais lidera pelo enólogo Marcelo Miras
Destaque também para os vinhos Postales del Fin del Mundo, também mais um empreendimento da Bodegas del Fin del Mundo, que têm apresentado um  interessante custo-benefício.


Vinho: Newen Pinot Noir
Região: Patagônia/Chile
Safra: 2009



Dados Organolépticos



Madeira: 6 meses de envelhecimento em barris de carvalho francês e americano

Visual: Vermelho rubi brilhante

Aroma: Notas de cereja e caramelo com notas de coco e baunilha.

Palato: Suficientemente tânico. Frutado com a sensação “quente” do álcool quando presente na boca.

Teor Alcoólico: 13,7 Vol

Harmonização: Massas leves, carne vermelhas e de frango com leves condimentos.

Preço: R$ 29,90

Importador: Mr Man



sábado, 23 de outubro de 2010

Antawara 2009, um belo corte




Dia desses degustei o vinho: Antawara 2009, vinho este que chamou a atenção, pois para mim se tratava de um blend de uvas delicioso e que continha no corte uma  que estou conhecendo aos poucos, a Carignan.

Realmente apreciei o vinho por apresentar este belo corte.  Lendo uma nota do Marcelo Copello sobre o Antawara Syrah-Carignan blend 2009 (http://www.marcelocopello.com/), a minha avaliação precoce só se confirmou!




Sobre O Produtor
(segundo a importadora Vinissimo)

“Ao utilizar práticas ecológicas e sustentáveis, esta jovem bodega, com vinhedos em cinco diferentes vales, expressa como poucas as características dos terroirs chilenos e toda a tipicidade das castas”

Antawara é uma jovem bodega pertencente ao grupo Mosaïque Vinhos. O produtor investiu em modernos equipamentos de vinificação e na compra de barricas francesas e americanas, para a produção de suas duas linhas: Blend, composta de três tintos – mesclas de Cabernet Sauvignon / Carménère, Merlot / Cabernet Franc e Syrah / Carignan, com passagem por seis meses em barrica –, e a Antawara Valle Collection, com os excepcionais varietais Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Carménère e Syrah.

Os vinhos tintos são fermentados em tanques de aço inoxidável e amadurecem durante doze meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo usos.



Ecologia e Sustentabilidade

A vinícola foi engenhosamente concebida segundo critérios ecológicos e sustentáveis, que incluem o uso da gravidade para realizar a movimentação dos vinhos, geradores de baixo consumo para a economia de energia e um sistema de isolamento de calor e radiação externa que permite a redução de emissões de gases. Essas práticas possibilitam à Antawara produzir vinhos de alta qualidade e expressão, sem danos ao meio ambiente, e com toda a tipicidade das castas.







Antawara Blend Syrah – Carignan 2009

Produtor: Antawara

Região: Chile/ Vale Del Maule

Uvas: 80% Syrah/ 20% Carignan

Importadora: Vinissimo

Dados Organolépticos


 
Visual : Rubi profundo com reflexos violáceos, de pouca transparência, aparentemente jovem e de boa densidade (álcool).

Olfato: Aroma franco (sem defeitos) Aromas de frutas frescas e de flores (aroma perfumado proveniente da uva Carignan).

Gustativo: Trata-se de um vinho jovem, de persistência média para boa, de bom corpo, apresenta taninos aveludados mas também uma boa acidez. Dá a sensação de degustar um vinho que “explode” frutas. Presença de especiarias.
Harmonização: Carnes vermelhas, queijos tipo gouda e ementhal, massas com ragú de carne e cordeiro.

Preço: 40,00









sábado, 16 de outubro de 2010

Degustação - CONO SUR PINOT NOIR





O vinho chileno Cono Sur, vem sendo apontada como um grande achado em termos de custo-benefício. Como já sabemos, os rótulos de Pinot Noir sempre são de um teor "deveras salgado", por isso que quando encontro essas surpresas nas lojas especializadas entendo como sendo interessante ressaltar a novidade.
Vinícola Cono Sur
Fundada em 1993, a Cono Sur e é uma subsidiária da gigante Concha Y Toro e vem se destacando por investir na produção de vinhos orgânicos, resultado de um projeto iniciado em 1999.
Dados Organolépticos

Vinho: Cono Sur Pinot Noir 2008

Uva: 100% Pinot Noir

País/Região: Chile/Colchágua

Solo: Aluvial , pouco fértil

Clima: Noites frescas e manhãs enevoadas.

Vindima: Combinação de mecânica com manual, na data de 29 de março de 2008 


Visual:  Rubi límpido, leve transparência
                Presença de lágrimas medianas

Aroma: Intensamente aromático, aroma de frutas vermelhas. Frescor perceptível em nariz.

Gustativo:  Com acidez equilibrada, mostrando-se com uma sapidez interessante. Muito frutado mostrando traços de ameixa, geléia de morangos, cereja, groselha. Um leve toque de canela.Aromas que remetem também: cacau, tabaco e pimenta. Sem amargor no final, nota-se a presença do álcool, mas não chega a incomodar.
Presença de taninos em equilíbrio. Um vinho interessante para se harmonizar com variados pratos de leve a média estrutura.

Persistência retro-olfativa: boa

Madeira : 35% em barricas francesas e 65% em tanques de aço inoxidável.

Engarrafamento: Julho de 2008

Grau Alcoólico: 13,5 graus

Harmonização: Pizzas, Pratos com cogumelos, massas com molho pesto, entre outras possibilidades.

Preço: 32,00

Importador: Vila Porto Internacional Business

 Segundo o Produtor, sobre os rótulos do Cono Sur, "Bicycle":

"The Bicycle range carries the bicycle as its main icon; it symbolizes Cono Sur’s spirit of innovation, passion, commitment and respect for the environment, as well as its persistence in always finding the latest techniques in the vineyards and winemaking, in order to take care of the land where the grapes grow."



A Cono Sur é conhecida por ser uma das vanguardistas na produção de vinhos de uva Pinot Noir no Chile, salientando sempre buscar através de seus esforços o êxito dos vinhos Pinots na Borgonha.

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ibravin e o vinho Nacional para 2010


Os temas dos debates sobre o assunto: vinho nacional têm resultado enfoques cada vez mais intensos,sendo relevante todos os temas abordados e pontos de vista sustentados.


Em dezembro a IBRAVIN apresentou ao governo brasileiro seis reivindicações do segmento vitivinícola nacional, e postamos aqui não somente estas reivindicações mas também colocamos um link para a Enoeventos-página de acontecimentos no mundo dos Vinhos, onde contém um debate que acredito ser essencial estarmos a par a fim de valorizar o empenho do setor e também a opinião de muitos enófilos: como vêem o mercado nacional e os produtores: seus pontos positivos e pontos fracos (como o produtor tem planejado suas estratégias de posicionamento e marketing) e aqueles que acreditam que o vinho nacional ainda pode encontrar o seu posicionamento e condições de subsistência fornecida pelo governo nacional e a longo prazo ter a sua identidade plenamente formada.

As 6 reivindicações


1. Redução da carga tributária – esta medida se faz necessária para dar maior competitividade interna. Em países como Argentina, Chile e membros da Comunidade Européia, que são grandes produtores, os vinhos, por serem um produto de base agrícola e ter grande capacidade de geração de emprego e renda, não têm tributos nas fases de produção da uva e elaboração do vinho. Isto estabelece uma diferença competitiva importante, muito mais favorável a importação do que a exportação.


2. Desoneração das exportações – mesmo que os principais impostos seja deduzidos nas exportações, pelo mesmo motivo exposto no item anterior, nossos produtos ainda apresentam problemas de competitividade, inclusive nas exportações, sendo necessário ampliar os mecanismos de desoneração das importações.


3. Taxa cambial – a valorização do Real traz problemas duplos para o setor vitivinícola, pois favorece as importações e dificulta as exportações. Ambas as situações penalizam a indústria brasileira de vinhos.


4. Ampliação das ações de promoção das exportações – investimentos na construção e fortalecimento da imagem do país no que tange aos aspectos vitivinícolas, articulação das ações e de uso promocional dos produtos vitivinícolas nas Embaixadas e ampliação de recursos de promoção pela APEX Brasil.


5. Programa de modernização e inovação da vitivinicultura – ação articulada e interministerial envolvendo os ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, juntamente como o setor produtivo, para implementação de um programa de modernização e inovação da vitivinicultura.


6. Participação do Brasil na OIV – Ampliar e consolidar a participação do Brasil na Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV), da qual o Brasil é membro desde 2005, possibilitando que o setor privado tenha participação de apoio e sustentação às ações desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura e MRE. A OIV é um organismo intergovernamental que discute e estabelece regramentos para a produção, comércio e consumo de vinhos.

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