domingo, 23 de outubro de 2011

Sobremesa? Que tal harmonizar com um Vinho fortificado Sul africano?!

Danie de Wet Cape Muscadel

Liqueur Wine

South Africa

Um vinho para momentos agradáveis e com boas companhias: uma pessoa interessante para compartilhar este delicado vinho e de uma saborosa sobremesa!
(Esta é a minha definição para o Danie de Wet Cape, da uva Muscadel.)

A Vinícola De Westhof State se localiza na região de Robertson, há 160 km de Cape Town, no Sul da Africa. A Vinícola já recebe o conceito na produção de vinhos elaborados com a uva Chardonnay.
As condições climáticas de Robertson possibilitam um amadurecimento mais pleno da uva e devido a ser essa a principal característica da região, a produção de vinhos de sobremesa se faz possível e com resultados satisfatórios.

Detalhe da Vinícola: Sempre conscientes da necessidade de preservação ambiental, sendo uma das características pontuais presente na De Westhof.



Detalhes:

Uvas colhidas à noite, manualmente.

Vinho fortificado, sem fermentações.

Uva: 100% Muscadel

Safra: 2007

Sensações Organolépticas

Coloração: amarelo dourado, límpido e brilhante

Aromas: Aromático de frutas tropicais

Palato: Final aftertaste de passas, equilibrado no álcool e na doçura. Agradável sensação de refrescância.

Harmonização: Sobremesas como por exemplo massa mil folhas com fruta estilo tropical acompanhado de creme de de baunilha ou nata, ou uma tortinha de bolachas com recheio de nata e cobertura  de  frutinhas e leve calda de chocolate.

Grad. Alc.: 15%

Importadora: Mistral

Preço: aprox.: R$ 46,00

domingo, 11 de setembro de 2011

Para também se degustar com os OLHOS

A marca deste vinho xerez  tem o orgulho do esmero na sua produção estampado neste belo rótulo.



Para o logotipo foi dado um toque contemporâneo, enquanto os padrões da etiqueta refletem a história islâmica de Jerez. "


Design de Julian Yeo, graduado recente da RMIT em Melbourne


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Retornando !!

Meu retorno ao Blog e o Wine Weekend Jockey Club

Este evento foi um marco para meu retorno `as escritas no meu blog. O Atmosfera sentidos do Vinho ficou temporariamente desatualizado devido ao meu comprometimento com o Restaurante Tavares- Proprietário Ivo AbrahãoNesrala (Consolação, 3212 próxima esquina: Al. Tietê), realizando as funções de assistente de Sommelier e Chefe de Salão. Tive ótimos momentos por lá, e fico contente em saber que os clientes tiveram ótimas impressões do restô. Capitaneado pela Chef Ana Soares, que presta consultoria para os Chefs de Plantão da cozinha (Frederico-manhã e Lafayete-noite) . Sob a consultoria da Sommelière Gabriela Bigarelli pude aprender e desenvolver meu trabalho auxiliando nos assuntos ligados ao mundo do vinho e também de cervejas artesanais, olhando para a equipe como um todo focada no objetivo maior que é o bem servir ao cliente e fazê-lo sentir vontade de voltar sempre e mais sempre.. It was fun!

E como objetos de retorno aos movimentos relacionados ao blog, apresento aqui dois vinhos degustados no Wine Weekend Club; o Salice Salentino e o Genium Celler, dois vinhos de propostas diferentes, belos em  suas peculiaridades e qualidades notadamente percebidas!

Nota: No stand da D ´Olivino tive uma excelente apresentação dos vinhos degustados pela consultora Carmen Locatelli . Obrigada, Carmen!

Salice Salentino



Produtor: Rivera

País: Itália

Região: Puglia

Zona de produção: a DOC "Salice Salentino" se estende na província de Brindisi e Lecce.

Uvas: 90% e 10% Malvasia Nera.

Safra: 2007

Maturação: o vinho passa entre 3 e 4 meses por barricas.

Graduação Alcoólica: 13%

Sobre o vinho: cor vermelha rubi com refléxos violáceos. Perfume de violetas e frutas negras maduras. Na boca corpo médio e de persistência média.

Acompanhamentos: acompanha bem pratos mais leves, queijos de média cura e carnes mais magras.



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Genium



Produtor: Genium Celler

País: Espanha

Região: Priorato

Uvas: Garnacha, Cariñena, Merlot, Syrah

Safra: 2005

Maturação: passa 9 em barricas francesas, sendo 20% novas.

Graduação Alcoólica: 14,5%

Sobre o vinho: cor ruby intenso com sinais de evolução, aromas de frutos negros (amoras, mirtilos). Encorpado e seco na boca. Persistência longa.

Acompanhamentos: carnes, jamón, ragú, etc.



domingo, 26 de junho de 2011

Elvis e a sua cidade, Tupelo - agora estampados no rótulo de mesmo nome

Tupelo, o local de nascimento de Elvis

Conhecida  cidade do Mississipi através de suas reportagens- quando há manchetes sobre as várias inundações - agora também “Tupelo” empresta seu nome para uma marca de vinho australiano.




Wayne Anderson queria criar uma nova vinícola/boutique chamada Tupelo, visando ser um produtor de vinhos finos de produção bem limitada. A idéia: simples usando imagens subaquáticas sob um plano fotográfico, de um personagem inspirado na figura de Elvis, rodeado pelas águas oriundas das inundaçôes na cidade.

   

Uma reflexão criativa da ótica do “transbordamento” numa escala progressiva sobre o  mercado internacional dos vinhos australianos, focando principalmente no mercado americano.





A identidade foi deixada com um texto simples de forma a deixar o trabalho de imagens marcantes como uma parte do branding em embalagens e outras aplicações. Mantendo o logotipo simples: significou a prevalecer apenas dois elementos do logotipo e imagens que não competem entre si.

Pelo contrário, eles trabalham juntos para criar a Identidade visual de Tupelo.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Restaurante Leopoldo; enaltecendo os vinhos portugueses

Ontem, 7 de Junho, tive a oportunidade de participar da degustação de vinhos portugueses, que ocorreu no Restaurante Leopoldo ( Rua Tabapoã, 1.353, Itaim-Bibi ).

O evento teve a maestria da ViniPortugal, que organizou essa prova de vinhos com mais de 50 produtores portugueses para o público brasileiro.

Portugal ocupa a terceira posição de vinhos importados para o território brasileiro. Segundo estatísticas teve um crescimento de 43% do valor de importação em relação ao ano passado. Os vinhos portugueses são diferenciados pelas suas castas (uvas ou cepas) indígenas, (ou entenda como autóctones, naturais da região produtora) e harmonizam na perfeição com qualquer cozinha internacional.


Dentre mais de 300 castas originárias do País lusitano, a Touriga Nacional foi a casta que recebeu maior destaque. Nestas provas estavam: as tintas Aragonês/Tinta Roriz, Trincadeira, Baga e Castelão e entre as brancas estão as castas Alvarinho, Arinto, Fernão Pires, Encruzado e Moscatel.


Rótulos conhecidos, reconhecidos e até mesmo consagrados. Simplesmente por ter o prazer de consumi-los habitualmente ou apenas se apresentar a estes pela primeira vez.

E excelente foi o atendimento dos garçons, sempre presentes e transitando com bandejas com vários copos de água que estavam numa boa temperatura e os apetitosos “Finger foods”, delicadas mini-entradas que foram servidas.

A seguir algumas fotos dos vinhos degustados





         Max Bastos - Adega Alentejana










Some a esses rótulos o excelente atendimento por parte dos profissionais do segmento (importadoras, enólogos, intermediários e afins) que lideraram o evento bem  como todos os demais integrantes deste "staff".


Um especial agradecimento à Maria Inez (por comunicar-me sobre este importante evento) e também ao Carlos Reis (que esteve sempre pronto e solícito para sugerir-me alguns rótulos na degustação

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Barrricas de Madeira, antes somente utilizadas como recipientes de transporte

Na aula de ontem da ABS, o professor Mário Teles comentou sobre o inicio da valorização do uso de barricas. Contou que Carlos Magno, considerado “o primeiro rei enólogo da França” - pois se interessava por muitos aspectos do terroir e o vinho em si – proibiu o uso de qualquer recipiente que não fosse barrica de madeira visando um melhor transporte dos vinhos franceses.

Antigamente, também se utilizava uma espécie de sacola-mochilões de couro, que ao final se traduziriam num  vinho  impregnado de aromas indesejáveis e de gostos duvidosos!




(Segue abaixo uma parte da matéria sobre Barricas de Carvalho, extraída da WINE EXPERTS, especialistas do vinho)





Barricas de Carvalho

O ano de 1990 marca o início da explosão da utilização da barrica em vinhos finos, a qual atingiu seu apogeu em 1995. Toda a Europa foi contaminada com o vírus da “barriquite”. Mesmo os vinhos assim chamados de garagem fizeram uso indiscriminado da barrica na década de 90.

A máxima nesse período era: Quanto mais madeira melhor e quanto mais cara for a barrica melhor ainda. O equilíbrio só foi atingido após o início dos anos 2000 quando o assim chamado “terroir” voltou à tona e a madeira encontrou o equilíbrio ideal com o sub-extrato, o vinho. Peynaud, na sua sabedoria, já dizia: “Vinho também traz consigo a moda”. Mas quem dita essa moda? Antigamente eram os consumidores, hoje os provadores profissionais de plantão. Essa moda é como um pêndulo de relógio, hora quer-se muita madeira ora quer-se fruta intensa. Madeira não é a melhor coisa nem a pior delas, a arte (e isso  diferencia a genialidade de um enólogo dos demais) está em usá-la de maneira equilibrada, para o maior prazer do apreciador de vinho.


Quais são as qualidades que fazem de uma barrica a melhor?

Tudo começa com a escolha da matéria prima a madeira e a seu manjo.



Existem os 10 mandamentos da barrica celestial:

1- A madeira do carvalho não deve ser serrada, mas sim rachada.

2- A madeira deve secar pelo menos dois anos ao relento.

3- Muita madeira é produzida, mas poucas são as escolhidas.

4- Diversas larguras de aduelas (tábuas encurvadas com que se forma o corpo das barricas) devem ser empregadas para um melhor fechamento e um melhor contato da superfície interna.

5- Barrica em forma de tulipa é a ideal.

6- A forma de tulipa deve ser obtida por aperto lento de um cabo até final da operação.

7- As aduelas devem ser molhadas para conseguir-se a curvatura perfeita.

8- Já com a forma ideal a barrica deve ser queimada na sua face interior por fogo para obter-se uma tosta desejada: baixa tosta; média tosta; alta tosta.

9- A barrica deve ser fechada por uma testeira, e recebe o acabamento com uma lixa delicada.

10- As ferramentas indispensáveis e prioritárias do tanoeiro.



sábado, 21 de maio de 2011

Um toque Languedoc neste ensolarado sábado em São Paulo

Após  ter o prazer de comparecer ao evento de degustação promovido pela Cave Jado, Vinhos Franceses, escolhi o vinho que privilegiei satisfatoriamente!

Por isso, cito ele aqui tão somente pois merece uma cadeira cativa no blog e nesta noite!


Grande Tradition 2008 - Château du Donjon
Produtor: Chateau du Donjon
Região: Languedoc
AOC: Minervois
Uvas: Syrah, Grenache, Carignan.
Preço: R$ 55,00 BEST BUY


Corte agradável, simpático, coloração rubi médio brilhante. Intensidade aromática interessante, presente em toda a sua degustação.Toque de doçura de início, mas estrutura de corpo constante e também com muito equilíbrio.
Especiarias mais complexas,
os taninos presentes estão em harmonia em boca, deliciosamente redondos.
Ótima persistência, do começo ao fim.

Bom final em boca. Tem 14,5% mas bem equilibrados.
Uma boa compatibilização seria com uma bela carne ( de churrasco, por que não?!) um de carré levado ao forno com batatas (este último, sugestão do próprio Olivier, proprietário da Cave Jado). Este belíssimo vinho foi pontuado pela Revista ADEGA com 90 pts. O Chateau du Donjon pode ser guardado até 2018, mas também está muito interessante para se consumir hoje, na minha opinião!