Mostrando postagens com marcador terroir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terroir. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Blend de Selección 2 Malbec, Joffré

Fruto da união de experiências diferentes e que percorreram também circunstâncias particulares, nasce este blend  de terroirs diferentes para nos contar a história. E contando essa história, após uma degustação às cegas, tornou-se mais interessante ainda.

Na Winet Rede de Vinhos (http://www.winet.net.br/cons_eventos_r.asp), sob a direção de André Rossi, foi realizada a Degustação às Cegas para a continuidade do desenvolvimento do  Guia de vinhos 2012 "Brasil às Cegas" com a coordenação do Beto Duarte (wine blogger do Blog Papo de Vinho- http://www.papodevinho.blogspot.com/).

É aí  que começa a minha descrição deste interessante vinho!

Blend de Selección 2 Malbec 2005 Joffré





Uva(s): Malbec


Safra: 2005


País: Argentina


Região: Alto Valle de Uco


Produtor: Joffré e Hijas


Graduação: 13.5º


Envelhecimento: Carvalho

Consumo: Guarda ou Imediato


Informações adicionais:


Vinhedos:  50 anos e outro de 15 anos.

Esta é uma edição limitada de 6.000 garrafas numeradas de parcelas selecionadas localizado no Valle de Uco, idades, alturas e diferentes microclimas.

O primeiro vinhedo que tem 50 anos de idade se localiza no Tupungato de 1300 metros acima do nível do mar, que proporciona no  terroir estrutura e a concentração e outro de 15 anos, localizado em Tunuyán a 1056 metros acima do nível do mar.

Visual: Reflexos violetas,rubi profundo. Lágrimas finas descem pelo corpo da taça, formando reflexo violáceo.

Aroma: Perfume de violeta, frutas vermelhas e frutos secos.

Gustativo:  figos e frutos secos e notas de menta. ao mesmo tempo, contribui com toques de frutas vermelhas e pretas, ameixas e amoras. Leve gosto de chocolate.Macio, bom corpo.

Importadora: Vinea - valor: R$ 98,00

Sugestão de Harmonização: Jamón, Pratos com cogumelos, Carnes marinadas  e ricas e acrescidas no molho com frutos secos.











quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vinhos: há futuro no Brasil?


Mais uma matéria sobre a análise do mercado nacional para nos deixar informados sobre o que anda rolando no meio que eu gentilmente quis compartilhar de uma colunista!!

Vinhos: há futuro no Brasil?

Matéria extraída da Coluna Consumo e Propaganda por Claudia Penteado


O Brasil produz 600 milhões de litros de vinho por ano e não é reconhecido mundialmente como produtor de vinhos, ocupando atualmente a décima quarta colocação na produção mundial (segundo a UVIBRA, 2005). Segundo Flávio Martins, coordenador do curso de Pós- Graduação em Marketing do Vinho da Escola Superior de Propaganda e Marketing, o consumo de vinhos de mesa vem caindo no mundo todo, enquanto aumenta o interesse e consumo do vinho fino – categoria em que o Brasil não se destaca. Novas regiões produtoras passaram a competir nesse mercado e o desafio do Brasil é enquadrar-se entre regiões do novo mundo já consagradas como Chile, Argentina, Africa do Sul, Nova Zelândia e Austrália. No Brasil, o consumo interno sempre foi muito baixo (em torno de 2 litros per capita), o que representa uma grande oportunidade. Martins acredita que quando o consumidor brasileiro descobrir o vinho, seremos uma potência em consumo interno, possibilidade remota em mercados maduros. Acompanhe o bate-papo com o especialista em marketing do vinho:

1. Que peculiaridades tem o nosso vinho em relação aos estrangeiros?

Temos características próprias em função da nossa cultura e por sermos um país tropical. A origem do vinho brasileiro se confunde com a imigração italiana, principalmente aqueles que migraram para o Sul e trouxeram em suas bagagens uvas da região do Vêneto. Essas mudas não se deram bem em nosso solo, mais rico e úmido. Durante todo o século passado, com nosso mercado fechado, nos concentramos na produção de uvas de origem americana, que se adaptaram melhor ao nosso solo e são mais propícias a sucos de uva e vinhos de mesa (simples). Com a abertura econômica, o consumidor passou a ter acesso a vinhos de melhor qualidade, de uvas européias e passou a consumir vinhos importados. isso fez com que as vinícolas brasileiras percebessem a a necessidade de mudança. Esse salto foi ocorrer com maior ênfase entre os anos 90 e 2000, com o que se chama a reconversão dos vinhedos (mudança de cultura americana para uvas européias); introdução de novos métodos de plantio e de produção (mais tecnologia nos vinhedos, garantindo assim melhores condições de armazenamento e qualidade para o vinnho). Em relação aos vinhos então, temos características de oferecer vinhos potentes, com alta graduação alcólica, já que são oriundos de parreiras jovens. Temos ainda uma característica positiva em termos de “terroir” para vinhos brancos. Por isso o sucesso dos espumantes brasileiros.

2. Como o bom marketing pode ajudar o mercado a crescer?

Orientando melhor o cunsumidor e traduzindo para ela a complexidade desse mercado, fazendo com que ele se sinta mais a vontade na hora de comprar. O único caminho para isso passa por mais acesso a informação, através de campanhas publicitárias, que promovam o produto e por ações de marketing de relacionamento.

3. Como se constrói uma marca de vinho?

Com bons produtos e com um planejamento consistente de ações coerentes, que façam essa marca ter um significado para seus consumidores. É uma relação de confiança, que só se estabelece com o tempo.

4. Como se faz marketing de um produto tão especial?

Da mesma forma que para qualquer outro produto. Com profissionais capacitados, éticos e que tenham a competência para entender o mercado

consumidor, identificar nichos e buscar se relacionar com eles.

5. O que temos a aprender com os argentinos nesta área?

Os Argentinos exportam hoje 26% de sua produção e tem um consumo interno médio de 30 litros per capta ano. É um mercado que por muito tempo foi autosuficiente e não se interessava em buscar mercados externos. Hoje, depois de muitas ações de melhoria, conquistaram um espaço que passa a ser reconhecido internacionalmente. A busca pela internacionalização é um caminho que traz a melhoria contínua, já que são mercados mais competitivos e qualificados. Ao se ingressar nessa disputa há um amadurecimento do setor como um todo. É por aí o caminho do benchmark com os Argentinos.