quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quantum Classic Ruby



Ao "bater" aquele clima mais refrescante, em virtude de uma chuva consequentemente propiciar temperaturas mais amenas, você pode ousar no seu verão e acompanhar o seu jantar ou almoço de final de semana, harmonizado com um vinho tinto....e por que não?!

Ainda mais se você eleger esses momentos específicos para experimentar um vinho que contenha algumas particularidades, um ótimo motivo para tender para um vinho de estilo tinto.

No nosso caso aqui falo rapidamente sobre um vinho tinto da região da Africa do Sul, que contém seu diferencial por oferecer um corte de uvas fora do nosso normal, do nosso dia-a-dia.


Vinícola Du Toitskloof  

Quantum Classic Ruby Red






País/ Região :  África do Sul /Rawsonville

Vinícola: Du Toitskloof  


Seis produtores de vinhos tornaram a Du Toitskloof uma realidade através da formação de uma cooperativa em 1962. Desde então a vinícola recebe várias premiações, também em virtude de seus vinhos  serem de qualidade e ótimo custo benefício. O solo da região é privilegiada para a produção de uvas, com características pedregosas, favorecendo uma melhor drenagem.
A vinicola atualmente produz 10.000 litros de vinhos/ano a partir de 13.500 toneladas de uvas, das quais 60% são brancas e 40% tintas.

A casta Ruby cabernet, não é muito difundida, foi criada para se obter a qualidade da uva Cabernet Sauvignon e unir à resistência a climas mais quentes, como é o caso da uva Carignan. Foi um cruzamento obtido através de pesquisas realizadas na Universidade da Califórnia de Davis, e que tem demonstrado também boa adaptação na Africa do Sul



 Uvas: Blend  - Pinotage / Merlot / Rubi cabernet

O blend Quantum Classic Ruby Red foi desenvolvido a partir da utilização da emblemática uva da Africa do Sul (Pinotage = cruzamento da uva  Pinot Noir com a uva Hermitage) com o acrésimo de uma uva rara, chamada Rubi Cabernet (cruzamento das uvas Cabernet com a Carignan) , e associada a uva Merlot, para emprestar maior acidez e  maciez no palato, finalizando um interessante equilíbrio ao vinho.

Grad. Alc.: 14,5%

Avaliação




Visual: Cor rubi intenso, com reflexos violáceos.

Aroma: Frutado, oferece maior destaque para morangos e amoras, com boas nuances de especiarias.

Gustativo: Na boca apresenta-se como um vinho redondo,a acidez em enquilíbrio, a fruta é perceptível e também percebe-se um toque fumado, proveniente dos seis meses em barricas de carvalho francês. Bom volume e final em boca,  de regular persistência.

Harmonização: Churrascos, massas com molhos ricos em carne moída, como por exemplo, molho à bolonhesa.


Distribuidora: Ravin

Preço: faixa dos 40,00


Um brinde!


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Temperaturas em combustão pedem borbulhas para refrescar


A sensação é de seu organismo implorar por  uma refrescância que possa aliviar o calor inebriante destes últimos dias!!

Por isso apresento aqui dois simpáticos espumantes;  cada um recebe processo de vinificação diferente - o Andinas Cumbres Brut passa pelo método Clássico, ou também chamado método Tradicional ("champenoise", em que o processo da fermentação se desenrola na própria garrafa, recebendo  garrafa-e-garrafa a ação da "remuage"-as garrafas são inclinadas e periodicamente giradas para que as leveduras se misturem ao vinho, e com o tempo as leveduras mortas possam descer na abertura do gargalo da garrafa inicial) e o Andinas Cumbres Rosé recebe o processo Charmat (método em que o vinho passa pelo processo de fermentação sendo submetido a isto em tanques de alumínio-"autoclaves").

Havíamos experimentado inicialmente o espumante rosé, e na sequência o espumante brut finalizou o enredo exuberante do calor!!



  1. Andinas Cumbres Brut Rosé




Vinícola: Andinas Cumbres Andes

Região: Coquimbito , Maipu /Argentina

Importadora: MS Import

Uvas: Malbec, Chardonnay e Chenin Blanc (de diferentes regiões da Província de Mendoza, Argentina)

Método: Charmat

Grad. Alc.: 12,3%



Avaliação

Visual: Carmim intenso e brilhante, boa predominação de carbonização. Perlage Média.

Aroma: Frutas vermelhas, como cereja. Perfumado.

Sabor: Frutas vermelhas, e novamente as cerejas aparecem novamente em predominância, um espumante rosé agradável e com boa persistência na boca. Refrescância também acompanha para equilibrar com  o volume percebido neste rosé, muito devido a elaboração  com a variedade malbec, uma uva tinta que tem destaque nas produções Argentinas. Uma certa característica tânica desta uva também pode ser percebida, nada que desagrade no palato.Um vinho por fim bem frutado e agradável


Andinas Cumbres Brut





Vinícola: Andinas Cumbres Andes

Detalhe: Vinhedos irrigados pelas águas provenientes dos degelos vindos das Cordilheiras dos Andes

Região: Coquimbito , Maipu /Argentina

Importadora: MS Import

Uvas: Chardonnay e Chenin Blanc

Método: Tradicional

Grad. Alc.: 12,3%

Avaliação

Visual:: Cor dourada brilhante com reflexos esverdeados e frescor orinalmente da jovialidade da chenin blanc. Boa perlage, com as abundantes borbulhas, boa perlage.

Aroma: de flores e frutas brancas.

Sabor: Em boca, presença de frutas brancas, como pêra e maçãs. Equilíbrio entre acidez e e açúcar residual.É um espumante refrescante e fácil de degustar, perfeito para um dia como os descritos acima!!

Um brinde a todos e boa degustação!













segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Vamos experimentar algumas harmonizações?!


Compatibilizações são a mesma coisa que se falar sobre harmonizações. E aqui no nosso caso, primordialmente se trata de combinar um prato com uma boa harmonia com o vinho.

Por exemplo, posso dizer sobre o dia que uma receita foi oportuna nesse caso, pois tratou muito bem deste momento, em que os elementos, o aspecto da untuosidade e intensidade do prato com a personalidade do vinho representaram muito bem a harmonia entre todos esses elementos, juntos e unidos venceremos!

Aproveitei uma leve brecha que o astro rei nos deu, estando em harmonia com uma brisa amigável que combinou para nos dar sensação de estarmos no clima de primavera, para experimentar uma receita com um vinho tinto de corpo médio alto, estruturado.


O prato foi um Chilli com carne  e o vinho que optei para traçar essa  compatibilização por semelhança de pesos foi o
Perez Cruz Syrah Limited Edition 


Chilli com carne

1 kg de carne de vaca moída
0,5 kg de carne de porco picada
2 cebolas
azeite
1 lata de tomate
qtde referente a 2 latas de feijao escarnado
1 colher de chá de Garam Massala (mistura de especiarias indianas)
2 malaguetas secas
pimenta da terrra
molho inglês
catchup
açucar mascavo
2 colheres de chá de cacau
alho em pó
1 broa de milho
queijo ralado para gratinar


Pique as cebolas e refogue ligeiramente em azeite. Junte as malaguetas, a pimenta o louro e o alho em pó.
Adicione a carne moida. Deixe cozinhar por um tempo, adicione o tomate.Após 1 hora em fogo brando, junte o cacau, molho inglês , o açucar mascavo, o catchup (para temperar a acidez excessiva do tomate e da pimenta).

Agora adicione o feijão e deixe apurando.

Adicione a broa de milho ralada, com uma colher de azeite (para ligar e não ficar seca).

Rale boa quantidade de queijo para colocar como cobertura.

Cubra o preparo anterior que contem o feijao com a broa ralada e após o queijo.

Leve ao forno para tostar a broa a gratinar o queijo.

Gram Massala 

Pimenta da Terra

Para acompanhar esta intensa estrutura do Chilli nada melhor do que equilibrar com um vinho que possa acompanhar a gordura acentuada das carnes, do queijo e do próprio feijão, entre outros ingredientes. A minha escolha aqui foi o Perez Cruz Syrah, que possui o clássico aspecto das especiarias, do syrah, e por ser um vinho de nivel encorpado pode se nivelar na altura do imponente Chilli. 

No caso da  minha experiencia eu achei  que tinha sido um pouco ousada, digamos que os elementos do vinho poderiam quase ser ultrapassados pelos possantes ingredientes do prato, quase passando por cima do vinho, senão houvesse a característica " massuda "  do carmenère. 


SYRAH Limited Editition

Uvas: 93% syrah
           7% carmenère
Safra: 2009

Aroma: frutos negros, especiarias e toque fumado.

Palato:  Estruturado, com corpo em boca. Gosto de marmelada ! 

Este vinho passa por barricas francesas pelo tempo de 16 meses.




OBS: Outras opções;
*  também poderia ser de compatibilização de pesos contrários, no caso podendo ser aqui um bom espumante, com sua acidez bem presente.  Aliando as caracteristicas de frescor e refrescância com suas borbulhas, para lavar as papilas gustativas, seria outra  boa dica.
* ou que tal experimentar um vinho português, da região do Alentejo, que ofereça um desejável equilíbrio entre acidez e taninos, adicionado a um corpo que possa suportar essa parceria com o nosso Chilli?

Já compreendemos que existe um universo de possibilidades de rótulos advindos de diversas procedências. Dependendo da sua proposta para compatibilizar de acordo com o peso do prato,  o encontro entre esses dois astros: vinho e comida-- quanto mais houver o desejo para que seja uma parceria à altura do seu momento e sentimento--será memorável.















quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Estimativas para o consumo de vinho brasileiro


CONSUMO DE VINHO PODE CRESCER de 2 para 8
 
 
 
garrafas per capita!

 

 


O consumo de vinho dos brasileiros poderá aumentar de duas para oito garrafas per capita
 
por ano, tornando o País um dos maiores mercados da bebida no mundo, segundo o
 
coordenador  do Comitê do Vinho da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Didú Russo. A meta foi calculada com base no potencial de mercado, que é de




30 milhões de pessoas com condições de comprar uma garrafa por semana, e no preço
 
médio gasto pelo brasileiro com vinho, que é R$ 25.

Esse aumento de consumo será possível com a desistência do governo em impor
 
salvaguardas ao vinho importado. Quem pediu o cancelamento da medida foi o próprio
 
Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), órgão que antes defendia restrições aos produtos
 
estrangeiros.







O fim das exigências ocorreu após um acordo entre os principais grupos de importadores e
 
fabricantes brasileiros. Como contrapartida, os importadores concordaram em aumentar
 
para 25% a presença de vinhos finos nacionais nos supermercados e para 15% nos
 
comércios varejistas.





Para o diretor presidente da Vinícola Casa Valduga, João Valduga, o que se estabeleceu foi
 
um "acordo de cavalheiros", que evitará o desperdício de 28 toneladas de uvas viníferas (
 
(usadas na fabricação de vinhos finos). "Se os importadores nos ajudarem um pouco (os
 
fabricantes), como eles prometeram, nós conseguiremos salvar o setor vinícola brasileiro",
 
afirma.



Os importadores, entretanto, destacam que o comércio de vinhos não deve continuar com a
 
rota média de crescimento de 15% ao ano. O dono da importadora Decanter, Adolar Léo
 
Hermann, explica que fatores como a queda na safra 2012/2013 influenciarão o setor, mas
 
que a importação não será prejudicada pelo acordo. "Todo importador vai se dedicar de
 
alguma forma ao vinho nacional, deixando um espaço que é justo", diz.





Fabricantes e importadores afirmam que a carga tributária sobre o vinho ainda é o maior
 
empecilho para o desenvolvimento do mercado no Brasil. "É necessário reduzir o ICMS de
 
25% para no máximo 18%. A salvaguarda seria um retrocesso de 10 anos", afirma o
 
presidente da importadora Mistral, Ciro Lilla.

 
O presidente da Vinícola Miolo, Darcy Miolo, diz que o desinteresse do brasileiro em
 
consumir vinho se deve às altas taxas, que encarecem o produto final. "Com uma redução
 
de impostos, a quantia que conseguiríamos baixar seria repassada diretamente ao
 
consumidor", diz

 
As associações contam ainda com a criação de um Fundo de Investimento para o setor, de
 
acordo com Didú Russo. A ideia, que tem como objetivo estimular o consumo nacional, será
 
discutida na próxima reunião do comitê da Fecomércio, na segunda-feira.

Fonte: Estadão

 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Vinícola investe na carreira de Mulheres sul africanas que querem seguir no mundo do vinho

Vinícola investe em mulheres que vão seguir carreira no mundo do vinho

11/Outubro/2012
Matéria extraída da Revista Adega Online

A vinícola sul-africana Jordan Wine Estatete criou um mecanismo de apoio que irá ajudar mulheres no Reino Unido e na África do Sul que querem seguir carreira na indústria vinícola. A iniciativa começará em 2013 com o patrocínio de cursos dedicados a mulheres.
divulgação
Kahty Jordan e seu marido Gary


No Reino Unido a vinícola irá ajudar o Plumpton College, um curso que faz visitas a vinícolas, à região e ensina os processos de fabricação. Na África do Sul a iniciativa irá oferecer a oportunidade de mulheres negras de baixa renda, que estudam jornalismo ou marketing,fazerem cursos na Wine & Spirit Education Trust.
Kahty Jordan, proprietária da vinícola e coordenadora do projeto, afirmou ter escolhido a Inglaterra por ser um mercado muito importante para os vinhos sul- africanos. E conta que na África do Sul existem muitas mulheres negras, que na integração pós-apartheid, se mostrara, muito interessadas no vinho e em sua produção.
No entanto, ela lamenta que o consumo de vinhos no país ainda seja baixo, 7 litros per capita. "Tem muita coisa acontecendo ao redor do mundo do vinho, mas não é nem a ponta do iceberg do que poderia acontecer", fala.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Altair 2006, um vinho para impressionar e ainda por muito tempo porvir

Estive trabalhando no stand do Altair, no evento Wines of Chile que se realizou no Hotel Unique, em São Paulo.



Altair 2006 - 93P RP


Vinicola: Altair (72 hectares)

Sociedade feita entre empresários do Chile (Guillermo Luksic) e da França (Laurent Dassault, Saint Emillion). Propriedade desde 2002

Enóloga: Ana Maria Cummsille Ubago



Região: Cachapoal (sopé das Cordilheiras dos Andes)

Uvas: Blend das uvas Cabernet Sauvignon (70%) , Carmenére (17%), Merlot, Syrah, Carbernet Franc, Petit Verdot

Teor Alc.: 14%

Envelhecimento: 12 meses em carvalho francês, 80% novas e 20% segundo uso

O Altair é um vinho elegante, com ótimo volume em boca, ainda fechado (necessitando deixar aberta garrafa por pelo menos 40 minutos a 1 hora).
Coloração púrpura profunda com reflexos violáceos.
Fruta muito aparente, nos aromas quanto em boca, pode-se ainda se descobrir os aromas no girar por muitas vezes a sua taça.
Presença de frutas negras maduras, aromas de cassis, amora, baunilha e cedro devido a madeira (em que se utilizam 80% novas e 20% segundo uso). Percepções de especiarias, quando já estão abertos os aromas.
É um vinho estruturado, com acidez equilibrada juntamente com os taninos domados.
A persistência tanto em boca, no retro olfato é intenso.
O perfume se observa do começo ao fim, no inicio como um convite para o que virá depois..
Por isso e outros detalhes o Altair numa degustação conseguiu estar ao lado ou passar a frente dos privilegiados ícones chilenos, como por exemplo Don Melchor e Santa Rita.

Se harmoniza muito bem com vinhos de caça, com certa aromaticidade nas especiarias e condimentos utilizados. Carnes de cordeiro, leitão, por exemplo,também estariam bem representados.

Me disseram que o restaurante da vinícola Altair é um dos mais visitados pela qualidade percebida.

Sugestões para uma harmonização serão aceitas!





sexta-feira, 27 de julho de 2012

Preocupações dos Produtores Canadenses frente as mudanças climáticas





Matéria extraída do dia 24 de julho de 2012

Fonte: Revista Adega Online




As mudanças climáticas estão afetando muito alguns produtores de vinho canadenses, que terão de achar novas áreas para a produção de icewines. Alguns já pensam em cultivar vinhas artificiais para produção desse tipo de vinho.
O icewine é feito com uvas cultivas em temperaturas baixíssimas, no entanto, com a mudança climática, a temperatura média das regiões de cultivo está aumentando consideravelmente e atrapalhando os produtores.

Alguns enólogos e cientistas começaram a trabalhar para encontrar possibilidades de adaptação, ou até mesmo uma nova área para o cultivo das vinhas. "Uma das coisas é pesquisar o que podemos fazer para adaptar os vinhedos as variações muito drásticas de tempo", disse o pesquisador, Gary Pickering


Colheira noturna de uvas para produção do vinho estilo Icewine-  Canadá

"Os invernos estão ficando quentes", disse o climatologista, Tony Shaw. "Nós não temos registrado muitos dias com temperaturas abaixo de zero, o que é ruim para esse tipo de viticultura".

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vigna L´apparita Merlot 2008 - Terceiro dia de Evento Mistral 2012

Um vinho digno de surpreender numa degustação às cegas em que também estrela o nada mais nada menos consagrado Chateau Pétrus. Um supertoscano que mostra seu valor e que promete atrair a atenção desta safra também por ainda muitos anos.

Marco Pallanti


Nota:  
A Castello di Ama vem surpreendendo e garantindo uma importante posição no mundo dos clássicos, estando sob a hábil administração de Marco Pallanti e com a tomada de importantes decisões como qualificar a condução  das uvas - através do baixo rendimento, condição ímpar para gerar uma colheita de uvas com mais personalidade, responsável por conduzir parreiras sobre dois sistemas: Guyot e Lyra, respeitando as parreiras nas distâncias necessárias para dar condições de melhor ventilação, exposição solar entre outros.

Ao mesmo tempo, Marco Pallanti  iniciou a experimentação de variedades não tradicionais no terroir local, como: merlot, chardonnay e pinot noir, a fim de ver se, nessas áreas que se mostraram inadequados para sangiovese, outras variedades pudessem prosperar em terroir característico do Ama. 

Em outras palavras, a busca contínua por áreas de cultivo específicos para cada variedade em separado seria garantir que cada vinho pudesse apresentar uma expressão eloquente do terroir extraordinária de Ama.


foto de alguns rótulos apresentados no Encontro Mistral (foto cedida pelo wineblogger Jeriel)



L´apparita Merlot 2008

Região: Toscana

O plantio anterior  de uvas nestas parcelas eram de variedades canaiolo e malvasia, e de 1982 a 1985 foram enxertados a variedade merlot.

93 pontos Robert Parker

Uva: Merlot 100% (foi plantada entre 1982 e 1985)


Condução: Sistema Lyra e solo rico em barro.

Detalhes da Vinificação: Maceração feita por 26 dias.

Envelhecimento: 17 meses em barris de carvalho Allier


Teor Alc.: 13,5%

Visual: Violeta profundo

Aromas: Frutas negras,madeira em harmonia, persistência 7 +

Gustativo: Afinamento percebido, maciez, ótimo volume em boca. Um vinho para esquecer uma garrafa na adega e abrir pelo menos uns 5 anos +, para valorizar o potencial deste supertoscano.

Sugestão de Harmonização: Carnes de caça, exemplo:  polenta com ragu de pato.



Leticia V. Prestes, sommelière representando a Castello di Ama no terceiro dia do Evento Mistral São Paulo 2012 -
 Foto cedida por Jeriel (Blog do Jeriel)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Chianti Clássico, Castello di Ama - Terceiro dia de Evento Mistral 2012


Interpretando com propriedade o melhor do terroir toscano, Castelo di Ama foi merecedor dos "tre bichieri"  (classificação italiana para os grandes vinhos) por várias safras e também foi eleito pela Gambero Rosso como o "Produtor do Ano" em 2005. "Verdadeiros vinhos de pedigree", foi a definição dada por Robert Parker.


Castello di Ama 2007



93 P Robert Parker

Uvas: 80% sangiovese, e nos restantes 20% temos: 9% merlot,  canaiolo,  pinot noir, cabernet franc e malvasia nera

** Maceração de 24 a 25 dias, com malolática completa.

Solo: Argilo e calcáreo pedregoso

Envelhecimento: Maturação de 14 meses em barricas de carvalho francês , sendo 20% novas.

Teor Alc.: 13,5%

Temperatura de Serviço: 16 a 18%

Visual: Vermelho violeta profundo

Aromas: Perfume floral e e frutas maduras, toque fumado do carvalho.

Gustativo: Frutos maduros, percepção do toque do carvalho bem integrado.Acidez ainda pronunciada e longa persistência. Maciez em boca.


Guarda: 10 +


Sugestão de harmonização: Receitas com carnes untuosas, para o equilíbrio com a acidez ainda notada no vinho.Ancho, churrascos e agregando.. cogumelos para integrar neste conjunto de aromas e sabores.


foto cedida por Jeriel - www.blogdojeriel.com.br

sábado, 21 de julho de 2012

Os vinhos da Castello di Ama no terceiro dia do Evento Mistral 2012 em São Paulo



(
foto cedida pelo Professor e Wine bloguer Jeriel )



Ter a oportunidade de ser agraciada para apresentar rótulos consagrados de um produtor de região cultuada como a Toscana é de uma sensação que ainda não cessei de refletir.



Ainda mais quando se trata de uma Vinícola consagrada por seus méritos, fruto de trabalho, dedicação, seriedade e competência.

A Vinícola Castello di Ama se posiciona entre as mais prestigiadas da Toscana, sempre mantendo em nível de  elevação o seu Chianti Clássico. Ela carrega junto a si duas valiosas  qualificações; entre elas da Gambero Rosso - "com 23  tre bichieri" - e também de Robert Parker dando sua pontuação máxima .

A propriedade é fruto de quatro famílias originárias de Roma que em 1972  montam a adega e desde então se dedica em produzir vinhos com estilo e qualidade. Mas não somente os vinhos são destaque desta vinícola; oliveiras também se somam ao  prestígio do terroir da Castello di Ama. Compreendidos num total de 250 hectares,  90 hectares são vinhas e 40 hectares, oliveiras.

O carro chefe da vinícola é o rótulo Castelo di Ama, o Chianti Clássico originado com a uva Sangiovese, sendo esta rigorosamente selecionada através das parcelas mais notáveis da vinha. 

Em 1982 Marco Pallanti assume a responsabilidade operacional da  Vinícola. Em áreas onde a uva Sangiovese não rendia seus notáveis frutos de forma a  autenticar a verdadeira expressão do terroir diAma ,  ele passou a experimentar uvas da Borgonha, para comprovar mais tarde qualidade em produções de vinhos que tinham na elaboração variedades  não naturais da região como Chardonnay,Pinot Noir e Merlot.

Condução das videiras pelo sistema de estrutura na forma V - conhecida como sistema Lyra - foi adotado pela di Ama, como forma de garantir um baixo rendimento, em que se reduziria o nascimento de novas folhas, uma maior ventilação por entre os cachos e luz solar que pudesse beneficiar a  todos os cachos presentes.

Vigna Al Poggio Chardonnay 2009





Objetivando garantir as características das variedades e incluir a personalidade do terroir, elaborou-se o elegante Al Poggio.


Uvas: 80% Chardonnay e 20% Pinot Grigio


Considerações: 


* Em 1980 se decidiu para uma enxertia sobre parcelas conde se cultivava Malvasia, Canaiolo e Sangiovese, para a produção da variedade Chardonnay da Borgonha.


*  40% passa por fermentação malolática, com 8 meses envelhecidos em barricas francesas por sur lies (mosto repousa sobre as borras)


Teor Alc.: 13%

Corpo: Encorpado

Guarda:  10 anos +


Visual: Cor palha

Aromas: Floral e de frutas brancas.

Gustativo: Aromático e Cítrico,nota-se uma agradável mineralidade. Seco e com  acidez alta, persistência em boca de médio a alto e delicioso retrogosto.


Sugestão de Harmonização: Peixes grelhados, rizzo de frango.

Nos próximos posts irei comentar sobre os demais rótulos que tive o prazer de apresentar no evento.

Alguns Rótulos Castello di Ama presentes no evento - foto cedida por Jeriel (Blog do Jeriel)



Agradecimento ao Jeriel  (http://blogdojeriel.com.br/pelas fotos que ele oportunamente tirou do stand !


sábado, 14 de julho de 2012

Opulência a um preço atraente



Celler Besllum 2008

Robert Parker 93
Denominação de Origem Monsant
Corte: 50% Garnacha e 50% Carinena
Envelhecimento:16 meses envelhecido em barricas francesas novas
Graduação Alcoólica: 14%



Descrição:

Aromas de madeira, especiarias, incenso, lavanda, blueberry e cerejas pretas.

Palato toque presente do amadeirado, de giz, adocicado, bom volume em boca, boa persistência, deixando  um prazeiroso frescor no final. Um vinho deliciosamente intrigante. E como o site da Grand Cru ao apresentar este vinho diz, trata-se de um vinho que mostra toda a sua opulência.

Importadora: Grand Cru

Guarda: 15 anos

O projeto do produtor do Besllum era de se produzir vinhos Premium a preços atraentes, se utilizando das vinhas que tem mais de 60 anos da DO Monsant, Catalunha.que fica próxima a DO Priorato.

Preço: R$ 58,65

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Calon-Ségur, um chateau com um potencial enorme


Matéria extraída  da Adega Online e da Wine Repor, 03 e 04 de julho de 2012

O Château foi vendido para uma companhia de seguros subsidiária do grupo bancário Mutuel Arkea por 212.5 milhões de dólares.

Terceiro cru de Bourdeaux,o valor da transação não foi confirmado, mas especula-se que etenha sido algo entre 170 a 200 milhões  de euros, tratando -se da maior operação no mundo do vinho bordalês em 2012. 

Como os boatos já haviam dito, Jean-François Moueix, foi quem levou os investidores, e sua empresa, a Videlot, ficou com uma pequena parte no acordo. O acordo foi fechado e assinado no dia 29 de junho, e a venda será finalizada até novembro desse ano.



A venda inclui os 235 acres em St.-Estèphe, o segundo rótulo de  Calon-Ségur, e a propriedade cru bourgeois, Capbern-Gasqueton.
A Mutuel Arkea está procurando diversificar seu portifólio de investimentos com a aquisição dos vinhedos. "Consideramos Calon-Ségur um investimento a longo prazo ganhará em valor e nós daremos estabilidade. Não há nenhum plano de revender a propriedade em 10 anos ou qualquer coisa assim", disse a porta-voz da empresa, Florence Eckenschwiller.

Essa é a primeira vez que o banco britânico investe em vinhedos e dizem estarem felizes em deixar Moueix fazer parte do acordo, não somente pela ajuda em organizar o negócio, mas também ganhando acesso a sua experiência no mundo vinicola. "Mr. Moueix irá participara das decisões relacionadas a administração da propriedade. Consideramos ele e sua experiência uma garantia para o sucesso", falou Eckenschwiller.

segunda-feira, 9 de julho de 2012



extraído do blog: 
http://www.blog.liv-ex.com, matéria escrita em 24 de abril de 2012




Latour quits En Primeur – but to what gain?



In a letter to negociants on 12th April, Frederic Engerer, who runs Latour on behalf of its owner Francois Pinault, explained that 2011 would be the last vintage that both Les Forts de Latour and the grand vin would be sold En Primeur. In future the wines would only be released when the team at the chateau felt that they were ready: seven years after the vintage for Forts and 10 to 12 for Latour itself. This is a major departure from how business has historically been done.

The chateau has obviously been working towards this initiative for some time, having dramatically cut back on the amount of wine it releases En Primeur over the last ten years. The stated reasons were, first, that there was a diminished appetite amongst consumers to buy wines En Primeur and, second, that by controlling the storage themselves, they could guarantee both the provenance and the quality of the wine.

The unstated logic appears to be that this initiative will allow the chateau to keep the difference between the release price and the price of the mature wine for themselves, rather than sharing it with distributors and the consumer. It will also give them greater control over price, supply and who actually buys their wine.

Removing themselves from the En Primeur system completely, however, is a high-risk strategy that has many potential ramifications. Not least because Latour has been one of the system’s biggest beneficiaries, with release prices regularly exceeding €500 per bottle in recent vintages (see chart). It also represents a step away from one of the most positive trends of recent years: increased transparency and openness. This has greatly increased market confidence for the good of all Bordeaux wines.

What has En Primeur ever done for us?

As we have highlighted before, both the En Primeur system and the Place de Bordeaux have many inherent weaknesses. Nevertheless, as a global marketing and distribution machine, it has no peer in the wine trade. For nearly four months each year, the new Bordeaux vintage captivates the imagination of merchants, the press and consumers. No other wine region has the capacity to generate so many emails, tweets and column inches – all at a relatively low cost to the chateaux. Leaving the messy business of marketing, sales and supply-chain logistics in the hands of specialists allows Latour to concentrate on what they do best – making great wine. As Jean-Guillaume Prats of Second Growth Cos d’Estournel explained to the Wine Spectator, “Why would I leave the Place de Bordeaux? It is an extraordinary system. It costs us nothing. The négociants take low commissions while I sell my wine in 30 minutes and the wine is distributed all over the world.”

It is questionable whether any chateau in Bordeaux, even Latour, is big enough to replicate this on its own. Removed of the oxygen, excitement and competition provided by the En Primeur system, there is a very real danger that it will become an expensive curiosity, however good the wines remain. (Think Harlem Globetrotters compared to the New York Knicks.)

Latour’s strategy is undoubtedly influenced by its owners experience in luxury brands. Pinault is the owner of Gucci, amongst other things. Obviously Latour is a luxury, but from a business sense the comparison with Gucci ends there. Luxury brands fulfil an instant consumer need for luxury and prestige; top Bordeaux draws its strength not just from the pleasure its consumers get from drinking it, but also from the confidence that is derived from an active secondary market. Buyers know that, in time, their wines will likely gain value.

From a commercial perspective, even the people at Gucci must look at Latour’s business in awe. Gucci sustains its brand with enormous spending on marketing and advertising, which includes a chain of shops in the most expensive and prestigious locations around the world. Latour’s marketing and distribution costs are as close to zero as is possible in business. Its gross margins exceed 95% (assuming that it is difficult to make a bottle of wine for more than €15-€20 per bottle). Under the new model, Latour will hold at least ten years’ worth of stock. This will require an enormous investment in warehousing, insurance and marketing support. It also carries a very material opportunity cost and additional risks, which have traditionally been spread across many thousands of intermediaries and consumers. Moreover, the benefits of ‘getting to know’ the final consumer are uncertain in fine wine. Many of the drinkers of Latour 2010 probably haven’t been born yet.

Those fine wines that do release when ready to drink – some Champagnes, Riojas and fortified wines – tend to have vast volumes of cheaper wines underpinning the business. They are the detail, not the foundations. At the very least, Latour’s business will generate lower returns than it does today – even if it can sell at higher prices (given the much higher cost and asset base that it will need to sustain). Notwithstanding this, the strategy could backfire.

Reducing air time, transparency and confidence

Merchants, like any intermediary in a free market, tend to be drawn to the products from which they make the most money. This is rational. There are only so many hours in the day and there is only so long that you can keep your customer engaged. Faced with 50 cases of Lafite to sell or a six-pack of Latour, the choice is a simple one. We believe Lafite’s relatively laissez-faire approach to distribution is an important reason for its success in China. Under Latour’s new system, there will be more problems for both merchants and consumers who buy the chateau’s wines.

The knowledge that Latour has 10 years’ worth of stock in its warehouse will not inspire confidence. The market will worry about the overhang that so much mature stock poses to supply. They will also wonder whether Latour is in fact a competitor, rather than a partner, and start second-guessing whether the next release could actually be at a lower price. With a limited history of tastings or transactions to draw upon (and a shorter drinking window), wine merchants and consumers will be understandably more nervous than they are today of paying €500 or maybe €1,000+ per bottle. Moreover, consumers and the trade will be robbed of the experience of monitoring the wine’s development from release and comparing it to its peers on a year-by-year basis. With the chateau itself deciding when to release, Latour’s fans will only ever be able to taste each wine’s summer and autumn – never its spring.

What is most depressing is that the fine wine market has enjoyed so much success from the transparency that the internet has introduced. This is a jump back into the dark.

The price of provenance

The stated aims of releasing wines when they are ready to drink in order to overcome consumers’ lack of interest in En Primeur, and to guarantee provenance, are surely aimed at the Asian market. But in our experience, they don’t ring true.

The unprecedented success of the 2009 and 2010 campaigns, despite eye-watering prices, does not point to a dimming appetite for En Primeur, particularly in top Bordeaux’s biggest market: the UK. The concerns over provenance are valid and continue to vex everybody in the supply chain (Liv-ex included). Nevertheless, considerable resources have and continue to be invested in new bottling and labelling technology, temperature-controlled transport and storage, and other initiatives by producers and distributors alike. We have long been highly sceptical of the ex-chateau premium and have seen little evidence of it in anything other than very old vintages like the 1961. Is storage at the chateaux really so much better than the professional storage provided by reputable merchants around the world? Given the advances in technology and new initiatives already underway, the provenance risk will probably be greatly diminished by the time Latour is ready to sell its 2012 vintage, sometime between 2022 and 2024.

It is easy to point to the difference between the release price of the 1982 (about €20 per bottle) and the current price on Liv-ex (of about €1,700) and calculate how much money Latour could have made if only they had held on. But this is hopelessly simplistic because these price gains did not happen in a vacuum. Would Latour have been as successful historically if it had pursued its current strategy? What if prices don’t appreciate as much in the future? These are big questions. Until they are answered, Latour’s competitors in Bordeaux will be rubbing their hands together with glee. The rest of us are left asking the question, why? 


Comments
Shanti Shah
If this means that I will be able to send Latour an e-mail and buy a couple of cases of wine directly from them at cheaper than I would otherwise have to pay to a merchant - that works for me.
Posted by: Shanti Shah | 16 May 2012 at 01:28 PM
Henrik
Right. I know that when I think of it, I wrote it in a hurry. But anyway, it doesn't really change anything. Trading will decrease substantially as well, so Liv-ex clearly has a lot to loose from this decision from Ch. Latour.
Posted by: Henrik | 27 April 2012 at 09:47 PM
Stord
One thing's for sure - the merchants and wine trade need Latour much more than it needs them.
Posted by: Stord | 26 April 2012 at 01:20 AM
Liv-ex
Hi Henrik
Thank you for your comment. Liv-ex is not a merchant and does not hold any stock.
As we pointed out in our post, Latour's new strategy will require an enormous investment in warehousing, insurance and marketing support. So will its departure from the EP system really benefit consumers? Time will tell.
Posted by: Liv-ex | 25 April 2012 at 11:42 AM
Henrik
A very good initiative from Latour. The article is clearly biased since Lix-ex and the other merchants are the big loosers here. Personally I'm very much looking forward to be able to buy drinkable wines (that can still be kept for decades if one wishes) with perfect provenance without having to provide for the whole supply chain.
Posted by: Henrik | 25 April 2012 at 11:07 AM

extraído do blog: http://www.blog.liv-ex.com,matéria escrita em 24 de abril de 2012